OPERAÇÃO URBANA CONSORCIADA ÁGUA BRANCA

A comunidade da Zona Oeste quer informações mais detalhadas sobre todas as intervenções previstas na Operação Urbana Consorciada Água Branca. Quer a realização de Audiências Públicas Temáticas (drenagem, patrimônio, viário, equipamentos públicos, mudanças climáticas, uso e ocupação do solo dentre outros), e de Audiências Públicas Devolutivas, com tempo suficiente para compreensão do problema e debates/proposições, visando o estabelecimento de um diálogo maduro, responsável, competente e comprometido com a sustentabilidade e a qualidade de vida de nossos bairros e moradores.

sábado, 18 de maio de 2019

A privatização do uso do espaço público não é invisível

Nas reportagens sobre o “fandom” acampando há meses na Praça Conde Francisco Matarazzo Jr e mais recente, na calçada da Rua Palestra Itália, são destacadas pela imprensa as idades e profissões das e dos autodenominadas(os) A.R.M.Y, o alto valor pago por um ingresso, e a comoção pela turnê que antecede a obrigatoriedade dos jovens da banda servirem o exército e com isso, interromperem suas atividades por 2 anos.

O fato de, nos últimos meses, haver um acampamento com barracas em uma praça pública ou numa calçada, montado pelo público da Arena Allianz Parque que aguarda o Show da banda BTS, não é assunto relevante para a imprensa geral ou local, tampouco para órgãos públicos. Uma praça pública não é camping,  não importa quem montou as barracas - público da Arena Allians Parque ou qualquer outra pessoa ou grupo. Ficamos nós, moradores, falando sozinhos.


Rotineiramente, a Arena Allianz Parque (Real Arenas/Wtorre + SE Palmeiras) se utiliza da calçada e de uma pista da Av Francisco Matarazzo, da calçada e de um quarteirão da Rua Padre Antonio Tomas, da Praça Cde Francisco Matarazzo Jr. e de toda a Rua Palestra Itália para acomodar as filas do seu público, como se as vias públicas fossem extensão natural de um empreendimento comercial privado. E faz isso com apoio de órgãos públicos, que autorizam e organizam o fechamento das vias públicas.

O desvio de uso do espaço público e a ação da Subprefeitura da Lapa, da CET e demais órgãos públicos sobre isso, são pautas dos moradores nas reuniões com Subprefeitos, de zeladoria da Subprefeitura da Lapa, do CONSEG Perdizes, do Conselho Participativo da Lapa e do Ministério Público, desde a inauguração da Arena Allianz Parque.

Custo social e custo público
"privatização dos lucros com a socialização dos prejuízos..."

A mobilidade, o meio ambiente, o sossego, a qualidade de vida e o direito de ir e vir, de quem mora, trabalha ou precisa acessar a região são suplantadas pelos interesses de uma empresa que se beneficia e lucra com essa situação. Com apoio de órgãos públicos. 

Invisível para a imprensa e para órgãos públicos. 
Por interesses ou por improbidade há uma aceitação e uma naturalização da privatização do uso do espaço público.

Tem muita coisa errada aí. E não é nada invisível.


Veja aqui a PROPOSTA elaborada e entregue pelos moradores para a Real Arenas/WTorre e Prefeitura (Subprefeitura da Lapa, PSIU e SMT/CET)




18/05/19, Sábado - Rua Palestra Itália fechada para carros desde às 15h. Moradores do quarteirão entre as Ruas Caiowaá e Diana não podem entrar de carro, a CET não atende ao pedido de uma mão reversa. E a Rua fechada sem necessidade, completamente vazia.


Av Antártica, fila do público da Arena Allianz Parque - dia 26/3/19, terça feira.

Rua Padre Antonio Tomas, fila do público da Arena Allianz Parque - dia 26/3/19, terça feira





Av Francisco Matarazzo, pedestre entre os carros, calçada e pista ocupadas por fila do público da Arena Allianz Parque
dia 23/01/19, quarta feira

Rua Palestra Itália totalmente ocupada por público da Arena Allianz Parque
dia 23/01/19, quarta feira







Venda de ingressos, público da Arena Allianz Parque ocupa calçadas, pedestres caminham entre os carros nas ruas, Av Francisco Matarazzo, Ruas Padre Antonio Tomas, Mario Sete, Barão de Tefé, Embaixador Leão Veloso - dia 14/3/19, quinta feira








Av Francisco Matarazzo, 08/04/18, domingo

Rua Caraíbas, 02/12/18, domingo
Av Francisco Matarazzo e Rua Palestra Itália, 1 e 2 abril 2017

Rua Palestra Itália, 1 abril 2017, sábado

quinta-feira, 16 de maio de 2019

E só vai piorar

Está aumentando a quantidade de barracas na Praça Conde Francisco Matarazzo Jr e desde 15 de maio outras barracas estão montadas na calçada da Rua Palestra Itália.

E só vai piorar.


Barracas de público da Arena Allianz Parque na Praça Conde Francisco Matarazzo Jr

Barracas de público da Arena Allianz Parque na calçada da Rua Palestra Itália 



















Durante a madrugada, grupos de pessoas que estão acampadas circulam nas ruas em algazarra e acordam os moradores que precisam descansar para trabalhar.

E só vai piorar.

Por serem pessoas que pagaram ingressos caros para um show da Arena Allianz Parque, a permanência com barracas e filas no espaço público está sendo tolerada pela Subprefeitura da Lapa, Real Arenas e policiamento? 

E só vai piorar.

O decreto municipal 57.581/17 diz no paragrafo 2º do artigo 10, que nas ações de zeladoria urbana (responsabilidade da Subprefeitura) poderão ser recolhidos objetos que caracterizem estabelecimento permanente em local público, principalmente quando impedem a livre circulação de pedestres e veículos, tais como sofás, camas, barracas montadas ou outros bens duráveis que não se caracterizam como e uso pessoal.

E só vai piorar, se a Real Arenas, os promotores dos eventos e a Prefeitura não mudarem seus procedimentos

A Arena Allianz Parque não dispõe de local interno para acomodar o seu público. Em Shows com artistas de grande repercussão, o público que se antecipa, seja para comprar ingressos ou para entrar primeiro para ficar em local próximo do palco, se utiliza do espaço público para formar fila - calçadas, ruas, praça.

Como aconteceu em outros shows, como o de Justin Bieber, realizado em abril de 2017, milhares de pessoas dormiram nas noites anteriores nas calçadas da Av Francisco Matarazzo, Ruas Palestra Itália e Padre Antonio Tomas, e na Praça Conde Francisco Matarazzo Jr. Praticamente toda lotação do estádio amanheceu nas calçadas no dia do show.
Na avaliação dos gestores da Arena (Real Arenas/WTorre) Isso deve acontecer nos Shows agendados para 25 e 26 de maio na Arena Allianz Parque.

A proposta que os moradores fazem há muito tempo para a Real Arenas, para eventos de grande mobilização de público, é abrir mais cedo os portões da Arena Allianz Parque, já pela manhã. Com isso, o público ficará melhor acomodado dentro do estádio (com banheiro, lanchonete), as ruas e calçadas ficarão liberadas, favorecendo também o trabalho da CET, Subprefeitura da Lapa e policiamento.

E para também evitar filas e acampamento para a venda física de ingressos, manter pontos de venda descentralizados pela cidade, o que também irá contribuir com o púbico.

São propostas óbvias, simples. Que enfrentam resistências das empresas que comercializam os shows (Real Arenas, promotores) porque terão que gastar um pouco mais com esta organização. Mas será pouco, perto do que ganham com estes eventos.

A Prefeitura pode também contribuir para minimizar estes impactos, se nos alvarás determinar providências como abrir os portões pela manhã, em eventos com artistas de grande mobilização de público, estabelecer que montagem e desmontagem (maquinário, carretas) não seja feita de madrugada. Além, é óbvio, exercendo o seu papel de fiscalização - alvarás, ocupação indevida de calçadas, ruas e praça, comércio etc. 

Não é o dinheiro público, o espaço público, os moradores, os trabalhadores e prestadores de serviços que precisam se utilizar da região que devem arcar com os prejuízos.



domingo, 12 de maio de 2019

Praça Conde Francisco Matarazzo Jr está cheia de lixo. Só a Prefeitura não viu.

A Praça Conde Francisco Matarazzo Junior será adotada por uma empresa. E moradores das ruas do entorno da Praça já entregaram ao Subprefeito Leonardo Santos, em fevereiro/19, uma manifestação de interesse em criar o Comitê Gestor da Praça, conforme Lei Municipal 16.212./15.

Mas, enquanto isso não acontece, a Praça continua abandonada pela Secretaria de Subprefeituras e pela Subprefeitura da Lapa.

Cheia de lixo (veja as fotos realizadas domingo dia 12 de maio/19), cheia de ratos (por causa do lixo esparramado na Praça e pelo descarte irregular feito por condomínios, escritórios e restaurantes, na ponta da Praça com a Rua Higino Pelegrini).






Essa situação não é nova e é conhecida pela Subprefeitura da Lapa, pela AMLURB e pelas empresas responsáveis pela manutenção e limpeza. Os moradores do entorno protocolam pedidos no Portal 156, nas reuniões com o Subprefeito da Lapa, mas o descaso e abandono da Praça pela Prefeitura continuam, como demonstra também a permanência de barracas. A Subprefeitura da Lapa permite que a Praça seja usada como camping.




De acordo com a Lei Municipal  Lei Municipal 16.212./15.

As praças integram o Sistema de Áreas Protegidas, Áreas Verdes e Espaços Livres previsto no Plano Diretor Estratégico.

A manutenção e conservação das praças compete à Supervisão Técnica de Limpeza Pública da Subprefeitura na qual aquelas se localizam (Lapa), em especial à Unidade de Áreas Verdes, nos termos do art. 12, IV, da Lei nº 13.399, de 1º de agosto de 2002, e do art. 1º, IV, "b", da Lei nº 13.682, de 15 de dezembro de 2003, sendo constituída dos seguintes serviços:

I - corte de grama;

II - limpeza e varrição;

III - capinação, raspagem, sacheamento e roçada;

IV - ajardinamento e manutenção das áreas ajardinadas;

V - plantio de árvores, inclusive frutíferas, arbustos e vegetação herbácea; (Redação dada pela Lei nº 16.868/2018)

VI - poda e remoção, quando necessária, de árvores, observado o disposto na Lei nº 10.365, de 22 de setembro de 1987;

VII - manutenção de calçadas, caminhos e áreas pavimentadas;

VIII - instalação, conserto e substituição de equipamentos públicos e mobiliário urbano;

IX - acondicionamento, coleta e destinação adequada dos resíduos provenientes das atividades definidas nos incisos deste artigo.


Você já viu como está  a Praça Conde Francisco Matarazzo Jr, e pode concluir que a Subprefeitura da Lapa está deixando de fazer o que é sua atribuição.



Saiba mais aqui

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Arena Allianz Parque – Bom vizinho ou Mau vizinho?

Bom vizinho?
Para melhorar a sua imagem com a comunidade do seu entorno, desde dezembro de 2018 a área de Comunicação da Arena Allianz Parque vem realizando reuniões e ações com moradores, escolas e entidades. Em conversas realizadas nos condomínios, ao perguntar como os moradores vêem a Arena, receberam uma tempestade de reclamações de todas as ordens, relacionadas aos impactos dos eventos realizados na Arena e também da ausência de serviços públicos – limpeza, fiscalização de bares e comércio ambulantes, poluição sonora, ocupação de calçadas, ruas e praças, impedimento de ir e vir, policiamento, entre outros impactos decorrentes dos eventos realizados.

O retorno aos moradores tem sido por e-mail, individualmente, informando a agenda de eventos, visitas de escolas para conhecer o estádio, treinamentos e articulação de reuniões com órgãos da Prefeitura para que estes assumam as responsabilidades pelos serviços reclamados pela comunidade do entorno.

Nenhuma proposta quanto à poluição sonora em dias de shows, ou à ocupação de calçadas, ruas e praças por filas e acampamento do público da Arena, incomodidades sofrida pelos moradores  e impactos de total responsabilidade da Real Arenas, empresa do Grupo WTorre que administra a Arena Allianz Parque.

Mau vizinho?
A Juíza Alexandra Fuchs de Araujo julgou improcedente a ação civil pública que a Promotoria de Habitação e Urbanismo do Ministério Público promoveu contra a Prefeitura de São Paulo por omitir-se no cumprimento de seu dever de impedir o comércio irregular ambulante durante a realização de eventos na Arena Allianz Parque, com farta documentação comprovatória, apresentada pela promotoria. 

Para a Juíza, a prefeitura vem fazendo a sua parte e questiona por que o Município tem que arcar com os custos extras de segurança e limpeza para o particular exercer a sua atividade? ...talvez, o verdadeiro réu desta ação devesse ser, como pondera a Municipalidade em sua contestação, o Alliaz Parque, que ao disponibilizar tal quantidade de ingressos [40, 50 mil] não disponibiliza uma estrutura de apoio suficiente para o Poder Público, que não pode deixar a cidade desguarnecida de policiais militares, guardas civis e agentes da CET para que não existam ambulantes na região no evento.

E conclui na sentença: Certamente, o Allianz Parque não tem sido um bom vizinho. Nas relações privadas, um mau vizinho é multado, por gerar incômodo. Talvez a Prefeitura devesse ser instada a cobra do Allianz Parque um maior cuidado do entorno e de sua segurança, garantindo o bem estar dos seus vizinhos. Os jogos no Allianz Parque não são um evento eventual, com uma demanda imprevisível de segurança. O planejamento do particular ao realizar a sua atividade econômica deveria levar em consideração todas essas variáveis. Não há que se supor que existam servidores públicos disponíveis para serem contratados em função de grandes eventos, e nem há que se impor ao poder público o custo de pagamento de horas extras para dar suporte a estes eventos. Este custo, certamente, deve ser suportado pelo particular, que já participa da organização da segurança com o Poder Público, como se verifica do plano de ação juntado aos autos, e com um mínimo de investimento privado.

Aguardamos a decisão do Ministério Público e da Prefeitura - exigir que a Real Arenas/WTorre assuma as responsabilidades pela resolução dos problemas que provoca, para não ficar somente na privatização dos lucros e socialização dos prejuízos. 

Mas também aguardamos que a Prefeitura faça a sua parte - pois como já está comprovado, nem o que é atribuição dela está sendo realizado.

segunda-feira, 22 de abril de 2019

PARTICIPE DAS AUDIÊNCIAS PÚBLICAS SOBRE A OPERAÇÃO URBANA CONSORCIADA ÁGUA BRANCA

As audiências públicas agendadas pelos vereadores da Comissão de Política Urbana e Meio Ambiente da Câmara Municipal de São Paulo sobre o projeto de lei 397/18 que propõe alterar 4 artigos da Lei 15.893/18 da Operação Urbana Consorciada Água Branca serão nos dias:

25/4 - quinta feira, 19h, 
na Câmara Municipal de São Paulo

29/4 - segunda feira, 18h30, 
na UNINOVE Barra Funda (Av Francisco Matarazzo, 364)


O QUE O PL 397/18 ALTERA NA LEI DA OUCAB?


- Reduz o valor mínimo estabelecido para cada CEPAC residencial de R$ 1.400,00 (hum mil e quatrocentos reais) para R$ 700,00 (setecentos reais); 

- Reduz o valor mínimo estabelecido para cada CEPAC comercial de R$ 1.600,00 (hum mil e seiscentos reais) para R$ 800,00 (oitocentos reais);

- Mudança na tabela de conversão dos CEPAC: “tabela dinâmica”

Gleba Pompéia: desobriga a unificação das matrículas / permite construções com CA básico sem parcelamento

POR QUE SOMOS CONTRA A REVISÃO DA LEI DA OPERAÇÃO URBANA C ÁGUA BRANCA - PL 397/18?



Não há JUSTIFICATIVA que sustente as propostas de reduzir o valor de CEPAC para os míseros R$233,00 conforme a “tabela dinâmica”, ou mesmo retroceder aos patamares inicialmente propostos em 2013 (reduzindo o valor de CEPAC residencial de R$1.400,00 para R$700,00 e o valor de CEPAC comercial de R$1.600,00 para R$800,00) e a piora dos parâmetros de ocupação da Gleba Pompéia.

Caso seja aprovado o PL 397/18 com essa revisão, as melhorias urbanas para a região da Água Branca e bairros do perímetro expandido (que constituem a finalidade da operação urbana) serão drasticamente prejudicadas. Não haverá os recursos necessários para investir no plano de intervenções públicas da OUCAB e perderemos habitações de interesse social, equipamentos públicos de saúde, educação, áreas verdes, drenagem e mobilidade. Considerando o contexto de retração dos investimentos do governo federal e penúria financeira do município de São Paulo, esta situação é ainda mais grave.


- A OUCAB é uma LEI RECENTE (Lei 15.893 aprovada em 2013), construída a partir de um longo processo participativo, que envolveu diversos setores da sociedade. Diferente do atual processo de revisão proposto pela prefeitura, em que a maioria dos representantes do grupo gestor da operação e da população que participou da audiência pública (realizada em março de 2018) se colocaram contrários. A falta de diálogo é outro problema, a revisão foi enviada à câmara sem conhecimento do grupo gestor (eleito pela população com mais de 1600 votos) e ainda contou com audiências marcadas sem antecedência.

- A operação conta com SIGNIFICATIVO RECURSO EM CAIXA (hoje, R$620 milhões, com destinação, beneficiários, terrenos e projetos definidos), com um grande atraso na sua aplicação. A execução desses investimentos – como as moradias do Subsetor A1 que atenderão as famílias cadastradas das Favelas do Sapo e da Aldeinha, que aguardam atendimento habitacional há quase 10 anos; finalização das obras de drenagem do Córrego Água Preta, que impedirá as enchentes no bairro da Pompéia e o prolongamento da Av Auro Soares, que contribuirá para a mobilidade da região – DEVERIA CONSTITUIR O CENTRO DOS ESFORÇOS DA GESTÃO MUNICIPAL.

- Foi realizado APENAS UM LEILÃO de CEPAC, em 2015, quando os empreendedores não demandavam potencial construtivo, pois muitos haviam recém aprovado projetos utilizando outorga onerosa, e a dinâmica imobiliária na cidade encontrava-se em retração. Atualmente, há indícios de recuperação do setor imobiliário, com alteração deste quadro. Lembrando, que, a Operação Urbana Faria Lima também não obteve sucesso no primeiro leilão, nem por isso deixou de ter boa arrecadação nos seguintes.

- O PREÇO MÍNIMO VIGENTE DO CEPAC (de R$1400,00, para usos residenciais e R$1600,00, para comerciais) É ADEQUADO. Caso a contrapartida financeira fosse calculada pelo método utilizado antes de 2013 na Operação Urbana Água Branca (pela outorga onerosa), que viabilizou inúmeros empreendimentos imobiliários, o valor atual equivaleria entre R$1600,00 e R$2300,00[1]. O valor médio do potencial construtivo pago em toda a cidade de São Paulo em 2017 foi de R$1059,00[2].

- O PAPEL DE UMA OPERAÇÃO é garantir que a construção de novos empreendimentos seja acompanhada de MELHORIAS URBANAS para atender as demandas dos antigos e novos moradores dos bairros da Água Branca, de forma a romper com o ciclo histórico de adensamento de edifícios sem qualidade de vida.

- DESCONTO no valor do potencial construtivo NÃO INDUZ DINÂMICA IMOBILIÁRIA. Os descontos concedidos na outorga onerosa nos bairros com menor interesse do mercado imobiliário, não evitaram que a concentração imobiliária continuasse a ocorrer nas mesmas áreas de sempre (quadrante sudoeste). O mesmo ocorre com os setores das operações onde o CEPAC é mais barato, como o setor Jabaquara na Operação Urbana Água Espraiada, que não atraiu interesse do setor imobiliário.

- Caso sejam excluídas as exigências para o reparcelamento da GLEBA POMPÉIA, a mesma poderá ser ocupada sem seguir um plano urbanístico que confira qualidade àquela imensa área. A cidade ainda PERDERÁ a contrapartida em HABITAÇÕES de interesse social, EQUIPAMENTOS PÚBLICOS e no desenho do sistema viário de forma a garantir uma boa MOBILIDADE.


[1] Cálculo realizado com base nos valores de terrenos do ano de 2017, retirados do Estudo de Viabilidade Econômico da Operação Urbana Água Branca, realizado pela Prefeitura Municipal de São Paulo.

[2] Calculado com base, em:  <http://outorgaonerosa.prefeitura.sp.gov.br/relatorios/RelSituacaoGeralProcessos.aspx>. 


























segunda-feira, 15 de abril de 2019

Moradores e pedestres pedem para a CET controle de velocidade na Rua Padre Antonio Tomas

Um abaixo-assinado por pedestres, moradores e trabalhadores, entregue ao novo Gerente da CET Noroeste, Srº Issao Hino, pede medidas que reduzam a velocidade na Rua Padre Antonio Tomas. Demanda antiga já apresentada à CET em canais de atendimento e reuniões com engenheiros e gerentes da região, mas que ainda não foi atendida.

Diariamente, em vários horários do dia e da noite, motoristas que acessam a Rua Padre Antonio Tomas pela Avenida Francisco Matarazzo, dirigem em alta velocidade, oferecendo riscos de acidentes aos pedestres que circulam nesta via.

O Gerente da CET informou que nesta rua há um estudo para implantar duas mãos no quarteirão entre a Rua Higino Pelegrini e Av Francisco Matarazzo, para atender a saída de veículos do estacionamento da Arena Allianz Parque. Em reuniões realizadas em 2018 com o então Gerente da Regional Noroeste, os moradores apresentaram discordância da proposta de implantar duas mãos em toda Rua Padre Antonio Tomas, e em função do novo estudo, solicitarão uma reunião com o Gerente Regional atual.

A Rua Padre Antonio Tomas necessita de maior fiscalização da CET. É comum carretas e caminhões dos eventos realizados na Arena Allianz Parque circularem de ré na contramão ou fazerem manobras que oferecem riscos de acidentes; flanelinhas trazem carros na contramão pela Rua Embaixador Leão Veloso e vendedores ambulantes também entrarem com carros pela contramão nesta Rua.


  
Srº Issao Hino
Gerente de Engenharia de Tráfego
CET Noroeste
  

Senhor Gerente,

A Rua Padre Antonio Tomas, desde que foi reaberta após a conclusão das obras de drenagem do Córrego Sumaré, tem sido usada como pista de alta velocidade por alguns motoristas.

Diariamente, em vários horários do dia e da noite, motoristas que acessam a Rua Padre Antonio Tomas pela Avenida Francisco Matarazzo, ao avistarem que o semáforo da Avenida Antártica está aberto, dirigem em alta velocidade, oferecendo riscos de acidentes aos pedestres que circulam nesta via.

A Rua Padre Antonio Tomas é uma rua com grande fluxo de pedestres. Nela circulam a pé moradores, muitos com mobilidade reduzida; famílias com crianças que frequentam a sede da SE Palmeiras; crianças e adolescentes dos times de base da SE Palmeiras, alguns com suas famílias, que aguardam na calçada os ônibus de transporte para as suas atividades; trabalhadores das empresas e clientes dos estabelecimentos de comércio, lazer e de serviços do entorno.

Nesta rua não há placa com sinalização da velocidade permitida.

Os(As) abaixo-assinados, solicitam que a CET, na Rua Padre Antonio Tomas:
- instale placas de sinalização de limite de velocidade
- mantenha fiscalização para coibir desrespeito à velocidade da via
- instale pelo menos uma faixa elevada de pedestres no meio da via, ou outro redutor de velocidade, de acordo com as normas e legislação correspondente e estudos do setor responsável da CET

Pedimos que estas providências sejam tomadas o mais breve possível, pois desde janeiro de 2017 apresentamos esse problema e pedimos uma solução para a CET por meio de e-mails, reuniões de moradores com representantes das áreas técnica e gerencial da CET e reuniões do Conselho de Segurança – CONSEG Perdizes com representantes da CET, e até hoje isso não se resolveu.


Atenciosamente;
Pedestres que circulam na Rua Padre Antonio Tomas (Água Branca)
Seguem 239 assinaturas em 14 folhas anexas.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Conselho de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável eleito para gestão 2019/2020

Com uma grande participação, os moradores e trabalhadores dos bairros da Subprefeitura Lapa elegeram 8 titulares e 8 suplentes para o Conselho de Meio Ambiente, Desenvolvimento Sustentável e Cultura de Paz - CADES LAPA.






A Presidenta da Comissão Eleitoral informa o resultado da votação


Titulares
votos
  1.  
ALICE WEY
181
  1.  
LARA FREITAS
152
  1.  
LEANDRO GOMES
135
  1.  
SOLANGE VIANA
129
  1.  
HELENA MAGOZO
106
  1.  
PAULO CESAR MALUF
95
  1.  
UMBERTO
87
  1.  
EDUARDO MELLO
77

Suplentes
votos
  1.  
CARITAS BASSO
76
  1.  
MASYS SUZETE
70
  1.  
VERA ENDERLE
70
  1.  
ANGELA MASSELA
55
  1.  
FLÁVIA MAIA
54
  1.  
DIRCE CURI
47
  1.  
CARLOS ALEXANDRE
47
  1.  
TIA ANGELA
42