Neste blog você encontrará informações e comentários sobre as intervenções públicas e eventos que afetam a vida dos moradores do Bairro da Água Branca - Operação Urbana Consorciada Água Branca, impactos de vizinhança dos eventos realizados na Arena Allianz Parque, trânsito, segurança, meio ambiente e muito mais. Participe!
OPERAÇÃO URBANA CONSORCIADA ÁGUA BRANCA
A comunidade da Zona Oeste quer informações mais detalhadas sobre todas as intervenções previstas na Operação Urbana Consorciada Água Branca. Quer a realização de Audiências Públicas Temáticas (drenagem, patrimônio, viário, equipamentos públicos, mudanças climáticas, uso e ocupação do solo dentre outros), e de Audiências Públicas Devolutivas, com tempo suficiente para compreensão do problema e debates/proposições, visando o estabelecimento de um diálogo maduro, responsável, competente e comprometido com a sustentabilidade e a qualidade de vida de nossos bairros e moradores.
Para melhorar a sua imagem com a comunidade do seu entorno, desde dezembro de 2018 a área de Comunicação da Arena Allianz Parque vem
realizando reuniões e ações com moradores, escolas e entidades. Em conversas realizadas
nos condomínios, ao perguntar como os moradores vêem a Arena, receberam uma
tempestade de reclamações de todas as ordens, relacionadas aos impactos dos eventos
realizados na Arena e também da ausência de serviços públicos – limpeza, fiscalização de
bares e comércio ambulantes, poluição sonora, ocupação de calçadas, ruas e praças,
impedimento de ir e vir, policiamento, entre outros impactos decorrentes dos eventos realizados.
O retorno aos moradores tem sido por e-mail,
individualmente, informando a agenda de eventos, visitas de escolas para
conhecer o estádio, treinamentos e articulação de reuniões com órgãos da Prefeitura
para que estes assumam as responsabilidades pelos serviços reclamados pela comunidade do entorno.
Nenhuma proposta quanto à poluição sonora em dias de shows,
ou à ocupação de calçadas, ruas e praças por filas e acampamento do público da
Arena, incomodidades sofrida pelos moradores e impactos de total responsabilidade da Real
Arenas, empresa do Grupo WTorre que administra a Arena Allianz Parque.
Mau vizinho?
A Juíza Alexandra Fuchs de Araujo julgou improcedente
a ação civil pública que a Promotoria de Habitação e Urbanismo do Ministério Público
promoveu contra a Prefeitura de São Paulo por omitir-se no cumprimento de seu
dever de impedir o comércio irregular ambulante durante a realização de eventos
na Arena Allianz Parque, com farta documentação comprovatória, apresentada pela promotoria. Para a Juíza, a prefeitura vem fazendo a sua parte e
questiona por que o Município tem que arcar com os custos extras de segurança
e limpeza para o particular exercer a sua atividade? ...talvez, o verdadeiro réu desta açãodevesse ser, como pondera a Municipalidade em sua contestação, o Alliaz Parque, que ao disponibilizar tal quantidade de ingressos [40, 50 mil] não disponibiliza uma estrutura de apoio suficiente para o Poder Público, que não pode deixar a cidade desguarnecida de policiais militares, guardas civis e agentes da CET para que não existam ambulantes na região no evento.
E conclui na sentença:
Certamente, o Allianz Parque não tem sido um bom vizinho. Nas relações privadas,
um mau vizinho é multado, por gerar incômodo. Talvez a Prefeitura devesse
ser instada a cobra do Allianz Parque um maior cuidado do entorno e de sua
segurança, garantindo o bem estar dos seus vizinhos. Os jogos no Allianz Parque
não são um evento eventual, com uma demanda imprevisível de segurança. O
planejamento do particular ao realizar a sua atividade econômica deveria levar
em consideração todas essas variáveis. Não há que se supor que existam
servidores públicos disponíveis para serem contratados em função de grandes
eventos, e nem há que se impor ao poder público o custo de pagamento de horas
extras para dar suporte a estes eventos. Este custo, certamente, deve ser
suportado pelo particular, que já participa da organização da segurança com o
Poder Público, como se verifica do plano de ação juntado aos autos, e com um
mínimo de investimento privado.
Aguardamos a decisão do Ministério Público e da Prefeitura - exigir que a Real Arenas/WTorre assuma as responsabilidades pela resolução dos problemas que provoca, para não ficar somente na privatização dos lucros e socialização dos prejuízos. Mas também aguardamos que a Prefeitura faça a sua parte - pois como já está comprovado, nem o que é atribuição dela está sendo realizado.
O entorno da Arena Allianz Parque voltou a ser terra de ninguém, no domingo dia 2 de dezembro de 2018, durante o Jogo da final do Campeonato Brasileiro.
A ação da Subprefeitura da Lapa, da CET, GCM, PM e Batalhão de Choque não foi suficiente para evitar invasão de ruas, fila de ônibus parados impedidos de circularem, rojões nas janelas dos apartamentos, churrasco nas calçadas, comércio irregular, garrafas de vidro e muito lixo esparramado pelas rua, violência. Moradores mais uma vez sofreram com os estampidos dos rojões e fogos, com a dificuldade de mobilidade para entrar e sair de suas residências e do bairro, a pé ou de carro, com a sujeira e mal cheiro, com as bombas na porta das suas casas, com insegurança e ameaças. O desrespeito continua. Isso vai continuar até quando?
Não é a primeira vez, não é novidade, todo mundo já sabe o que acontece no entorno da Arena Allianz Parque em dias de jogos importantes para o Palmeiras (mesmo sendo realizado fora).
O planejamento, a disponibilização de equipes da prefeitura e do policiamento continuam não atendendo a necessidade para resolver os problemas nas ruas em dias de eventos realizados na Arena Allianz Parque. A SE Palmeiras e a Real Arenas, administradores da Arena Allianz Parque também precisam assumir responsabilidade para resolver estes problemas.
No Ministério Público há dois inquéritos e uma ação civil pública
E as orientações do Ministério Público não são acatadas.
IC 177/14 - Promotoria de Habitação e Ubanismo,que trata dos impactos dos eventos realizados na Arena Allianz Parque
IC 315/16 - Promotoria de Meio Ambiente, que trata dos incômodos por ruído dos eventos realizados na Arena Allianz Parque.
Ação Civil Pública Processo
103.3818-34 - comércio ambulante no entorno
Ruído
Embora tenha sido aprovada e sancionada a Lei Municipal 16.897/2018 (Proíbe o manuseio, a utilização, a queima e a soltura de fogos de
estampidos e de artifícios, assim como de quaisquer artefatos
pirotécnicos de efeito sonoro ruidoso no Município de São Paulo, e
dá outras providências), não há fiscalização e penalização pelo desrespeito à lei pela Arena Allianz Parque que faz queima de fogos com estampido e ao seu público que solta rojões nas ruas.
Cadê a CET?
Torcedores impedem o trânsito de veículos e do transporte coletivo nas Ruas Cayowaá e Venâncio Ayres. A CET não se antecipou e não fez desvio de trânsito e dos ônibus. Motoristas e passageiros ficaram parados durante muito tempo no meio da confusão, sem alternativas de saída.
Triste cena
Após o término do jogo, o policiamento liberou os bloqueios para entrada de torcedores na Rua Palestra Itália, como é possível ver no vídeo abaixo.
E para liberar a mesma rua para o trânsito, após a término do jogo, o policiamento atirou bombas nestes torcedores que estavam ocupando a Rua Palestra. Uma violência desnecessária e que poderia ter sido evitada se houvesse uma ação articulada dos órgãos públicos.
Ocupação de ruas e calçadas por torcedores e pelo comércio irregular
Impossível entrar ou sair de casa
Imagem feita da janela de um apartamento
Churrasco nas calçadas
Desde o período da manhã, grupos de torcedores fizeram churrasco nas calçadas da Rua Caraíbas, Turiaçu e Venâncio Ayres.
Após às 23h, as calçadas das Avenidas Antártica, Francisco Matarazzo e Auro Soares de Moura Andrade ficaram tomadas por barracas de comércio ambulante irregular de alimentos.
Isso se repete a cada evento realizado na Arena Allianz Parque, nos mesmos lugares.
As infrações são várias: ocupação irregular de via pública, comércio sem termo de permissão de uso, manipulação irregular de alimentos perecíveis, comércio irregular de bebida alcoólica, uso de botijão de gás em via pública e próximo de ponto de ônibus.
O Prefeito Regional da Lapa está informado e em 24 de abril/18 recebeu uma recomendação do Ministério Público para que agisse de acordo com as suas atribuições e com a legislação municipal.
O que a Prefeitura quer demonstrar ao não tomar providência sobre isso?