OPERAÇÃO URBANA CONSORCIADA ÁGUA BRANCA

A comunidade da Zona Oeste quer informações mais detalhadas sobre todas as intervenções previstas na Operação Urbana Consorciada Água Branca. Quer a realização de Audiências Públicas Temáticas (drenagem, patrimônio, viário, equipamentos públicos, mudanças climáticas, uso e ocupação do solo dentre outros), e de Audiências Públicas Devolutivas, com tempo suficiente para compreensão do problema e debates/proposições, visando o estabelecimento de um diálogo maduro, responsável, competente e comprometido com a sustentabilidade e a qualidade de vida de nossos bairros e moradores.

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domingo, 8 de fevereiro de 2015

PM e torcedores do Palmeiras transformam nossas ruas em PRAÇA DE GUERRA

Mais uma vez torcedores, moradores, pedestres, motoristas, comerciantes, policiais e profissionais da imprensa correram riscos com as balas de borracha, bombas de gás, pau, pedras e rojões do confronto entre a PM e alguns torcedores do Palmeiras.

Mais uma vez, calçadas e ruas públicas e entradas de residências foram bloqueadas e moradores impedidos de circularem para que um jogo de futebol fosse realizado.

Mais uma vez constatamos que a organização dos jogos na Arena Allianz Parque - Palmeiras não deu certo! não é possível neste bairro a realização de jogos com duas grandes torcidas. Com uma só já não cabe! 

Na realização destes eventos na Arena Allianz Parque / Palmeiras, o custo social e o custo público é enorme, e só beneficia a WTorre e os cartolas do Palmeiras.

As autoridades do poder público precisam ser mais enérgicas e não podem ceder aos apelos dos empresários e dos cartolas do futebol. 


Veja o vídeo feito por moradores:


Alguns torcedores do Palmeiras tentaram entrar na área reservada à torcida do Corinthians, antes do início do jogo do dia 8/2/15 na Arena Allianz Parque/Palmeiras. A PM impediu, os torcedores atiraram pedras e latinhas, a PM reagiu com bombas e balas de borracha. As ruas do entorno da Arena Allianz Parque/Palmeiras viraram uma praça de guerra, colocando em risco todos os que passavam e que moram no local. Amplie o vídeo para tela inteira.


(Foto: Miguel Schincariol/ Estadão Conteúdo)


Av. Antártica com R. Turiaçu fechadas pelo confronto entre PM e torcedores do Palmeiras

PM atira bombas e tiros de borracha nos torcedores do Palmeiras

Fumaça das bombas atiradas pela PM nas ruas da Vila Pompéia 

Cartuchos de balas de borracha na Av. Antártica
Além da Rua Turiaçu que ficou fechada, a Av. Francisco Matarazzo e a Rua Padre Antonio Tomas foram bloqueadas com placas de metal e grades, com o controle de acesso feito pela tropa de choque da PM, para que a torcida do Corinthians entrasse na Arena Palmeiras, impedindo a circulação dos moradores e suas visitas, num domingo. 

Moradores foram orientados pela PM para dirigirem na contramão para poderem sair ou chegar em casa. Torcedores com ingressos para os camarotes eram conduzidos por flanelinhas para entrarem na contramão. Não tinha CET orientando ninguém.







Bloqueio para permitir o acesso da torcida do Corinthians na Arena Allianz Parque


Carros de torcedores entrando na contramão na R Padre Antonio Tomas para acessarem
a entrada para os camarotes da Arena Allianz Parque

Inquérito no Ministério Público
O Ministério Público está conduzindo o Inquérito Civil 177/14, sobre os impactos no bairro e na cidade da realização dos eventos da Arena Allianz Parque/Palmeiras.

Subprefeitura da Lapa, GCM, e a nossa praça? vai ficar sem cuidados até quando?


Vendedores ambulantes realizam churrasco na praça Conde Francisco Matarazzo Jr.
VEJA MAIS
Reportagem Estadão
Reportagem G1

Impactos da Arena Allianz Parque / Palmeiras / WTorre e o uso privado de espaço público



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Novamente o JAGUNÇO da SEHAB PMSP


Terceirizado da prefeitura de SP comanda despejos em favelas e ameaça moradores


Por: Leandro Melito, Rádio Brasil Atual, publicado em 10/08/2011, 15:35


São Paulo – Francisco Evandro Ferreira Figueiredo é o funcionário da BST Transportadora contratado pela Prefeitura de São Paulo para “fazer a faxina”, termo que utiliza quando se refere à remoção de moradores das comunidades pobres nas periferias de São Paulo.

Este ano, a Rádio Brasil Atual já flagrou Evandro – como é mais conhecido – em dois despejos truculentos, sem mandado judicial. Lideranças de movimentos sociais criticam a violência nos despejos e a falta de alternativas habitacionais para as famílias retiradas.

Na Favela do Sapo, zona oeste da capital, os moradores denunciaram que Evandro se apresentava armado, dizia ser funcionário da Prefeitura e intimava-os a deixarem suas casas. Em fevereiro deste ano, sob seu comando, funcionários do poder público municipal derrubaram 17 casas na comunidade, com o acompanhamento da Polícia Militar e da Guarda Civil Municipal, sem apresentar mandado judicial de reintegração de posse ou qualquer documento que legitimasse a ação. Os moradores se mobilizaram e, com a ajuda de parlamentares e representantes de movimentos sociais de moradia, conseguiram impedir que mais casas fossem derrubadas.

 

Assista

Confira a ação do contratado pela prefeitura para lidar com a população de áreas periféricas da cidade, alvos de ação do poder público municipal. (Vídeo: Leandro Melito e Vanessa Nicolav)



http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=rICPQ0I_2U8


A própria superintendente de Habitação Social da Secretaria Municipal de Habitação, Elizabete França, teria confirmado a contratação do funcionário, em reunião com o vereador Carlos Neder“Evandro foi contratado para derrubar casas, para tirar as pessoas da favela”, admitiu.

Embora a ação irregular de despejo forçado tenha sido interrompida na favela do Sapo, seis meses depois Evandro foi visto novamente em atuação, desta vez no Jardim São Francisco, na zona leste, a terceira maior favela da cidade, em novo despejo ordenado pela prefeitura.

 

Sem contrapartidas

A expulsão dos moradores da comunidade está ligada ao projeto de urbanização batizado de São Francisco Global, que custará aos cofres públicos R$ 237 milhões. Para o projeto, a prefeitura terceirizou não apenas a execução da obra, mas também a retirada dos moradores, que ficou sob responsabilidade da empreiteira Consórcio EIT Santa Bárbara. Responsável por uma série de projetos urbanísticos na cidade, a empreiteira foi responsável pelo despejo truculento realizado em 2008 no Parque Cocaia, e chegou a ser alvo de uma ação da Defensoria Pública.

A remoção das casas do Jardim São Francisco teve início na segunda quinzena de julho. Sem oferecer nenhuma contrapartida habitacional, os moradores foram intimados a deixar suas casas por seguranças terceirizados acompanhados de integrantes da Guarda Ambiental e da Guarda Civil Municipal.

Douglas Alves Mendes, secretário-executivo do Movimento Ação Cultura e Ecologia, entidade de defesa dos moradores da região de São Mateus, registou um boletim de ocorrência para denunciar a truculência da prefeitura na remoção dos moradores. “Eles vêm simplesmente com a Guarda Ambiental e com seguranças da empreiteira e tentam tirar os moradores à força”, relata.

Após uma manifestação realizada por membros da comunidade em frente à Subprefeitura de São Mateus, uma comissão foi recebida e o despejo momentaneamente paralisado. A subprefeitura de São Mateus está entre as nove que sofreram recentes alterações de administradores sob o comando do prefeito Gilberto Kassab (ex-DEM, em direção ao PSD). Na segunda-feira (8), o então subprefeito da região, Ademir Aparecido Ramos, oficial de reserva da PM, trocou de posto com José Guerra Júnior, que é coronel da reserva da PM. Ademir vai para Ermelino Matarazzo e Guerra, há dois meses no cargo, assume São Mateus.

Apesar da interrupção momentânea dos despejos, a situação no Jardim São Francisco continua sendo motivo de preocupação. Nesta quinta-feira (11), a Defensoria Pública, o escritório modelo Dom Paulo Evaristo Arns da Pontifícia Universidade Católica (PUC) e moradores da comunidade reúnem-se para definir as ações que serão tomadas para barrar definitivamente os despejos e realizar a regularização dos moradores junto ao atendimento habitacional da prefeitura.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Truculência e ilegalidade na ação da SEHAB/PMSP na Favela do Sapo, Água Branca.

No dia 09/02/11, a SEHAB/PMSP demoliu 17 barracos na Favela do Sapo, sem aviso prévio aos moradores e sem ordem judicial, com truculência e ameaças. A demolição foi suspensa após a intervenção da defensoria pública.


 Tábuas dos barracos derrubados e pertences dos moradores foram jogados pelos funcionários da prefeitura no córrego Água Branca.



Entre as famílias dos moradores dos 17 barracos demolidos pela SEHAB/PMSP, 50 eram crianças. As famílias não tiveram qualquer apoio da Prefeitura.






Os funcionários da prefeitura jogaram pertences dos moradores no córrego Água Branca.

No dia 10/02/11, quinta, os moradores do conjunto Água Branca e da Favela do Sapo, organizaram uma manifestação pacífica para repudiar a ação truculenta e ilegal da SEHAB/PMSP. Reunidos no início da favela desde às 6h, aguardaram a chegada dos funcionários da prefeitura.



As famílias discutiram e receberam orientações dos seus representes para a ação de resistência pacífica para impedir que a SEHAB/PMSP derrubasse mais barracos.



Com a chegada dos funcionários da SEHAB/PMSP e da Subprefeitura da Lapa, os representantes dos moradores solicitaram as identificações e os documentos legais que autorizassem a remoção dos barracos. Não foram atendidos, pois os funcionários e coordenadores não estavam identificados e nem portavam qualquer documento oficial e legal.


Com apoio de grande efetivo da força tática da Polícia Militar, Guarda Civil Metropolitana e caminhões da prefeitura, os funcionários da SEHAB/PMSP iniciaram a demolição dos barracos da Favela do Sapo.









As famílias organizadas mantiveram-se nos barracos para  impedir que fossem derrubados. Parlamentares, Movimentos e advogados entraram em contato com Secretários Municipais, dirigentes da SEHAB e imprensa, buscando apoio e negociação para impedir a retirada dos barracos. Por volta das 12h, conseguiram que a SEHAB/PMSP cancelasse a ação. 


Moradores da Favela do Sapo são orientados sobre seus direitos e indicaram representantes que participaram de reunião na SEHAB, com a Superintendencia de Habitação Social, Hab Centro, Subprefeitura da Lapa, Movimento de Moradia e parlamentares.

Leia também:

Prefeitura SP admite usar “jagunço” para remover favela

publicado no site Deputado Estadual Carlos Neder
 
 
A truculência da administração Kassab tem nome e sobrenome: Francisco Evandro Ferreira Figueiredo é o nome completo do funcionário terceirizado que a Secretaria Municipal de Habitação utiliza para a função de amedrontar moradores, com revólver em punho, e derrubar barracos.
“Evandro foi contratado para derrubar as casas, para tirar as pessoas da favela”, admitiu a superintendente de Habitação Social da Secretaria Municipal de Habitação, Elizabete Fr ança, em reunião realizada nesta quinta-feira (10), na sede da secretaria. O relato da declaração da superintendente, que também é secretária adjunta da pasta, foi feito pelo deputado estadual Carlos Neder, que participou da reunião. 
“Ela falou isso na frente de dezenas de testemunhas. É um absurdo que a municipalidade use a violência, a intimidação e a truculência como uma praxe administrativa. Quantos outros ‘Evandros’ existem por aí?”, questionou Neder, durante a reunião. Ele disse que a Assembléia tem de apurar esse caso. E lembrou que a Câmara Municipal também tem essa obrigação, aproveitando-se da presença do presidente do Legislativo paulistano, José Police Neto. 

Segundo informação levantada pelo mandato de Neder,  Evandro é funcionário terceirizado da empresa BCT Transportadora, que presta serviços à Secretaria de Habitação. Entretanto, segundo moradores, é ele quem coordena as ações dos funcionários municipais incumbidos de derrubar os barracos.
Foi Evandro, afirmam os moradores, que coordenou a ação truculenta desta quinta-feira na Favela do Sapo, localizada na zona oeste, entre as pontes do Limão e da Freguesia do Ó. Foram derrubados 17 barracos da favela, sem que houvesse preocupação em verificar se estavam ocupados ou não. Moradores que reclamaram e tiraram fotos foram intimidados por Evandro, que se identifica como policial militar e estava armado.