OPERAÇÃO URBANA CONSORCIADA ÁGUA BRANCA

A comunidade da Zona Oeste quer informações mais detalhadas sobre todas as intervenções previstas na Operação Urbana Consorciada Água Branca. Quer a realização de Audiências Públicas Temáticas (drenagem, patrimônio, viário, equipamentos públicos, mudanças climáticas, uso e ocupação do solo dentre outros), e de Audiências Públicas Devolutivas, com tempo suficiente para compreensão do problema e debates/proposições, visando o estabelecimento de um diálogo maduro, responsável, competente e comprometido com a sustentabilidade e a qualidade de vida de nossos bairros e moradores.

quarta-feira, 1 de abril de 2026

Estão abertas as inscrições para candidaturas da Sociedade Civil para o Grupo de Gestão da Operação Urbana Consorciada Água Branca (GGOUCAB), mandato 2026 a 2028

O GGOUCAB é um conselho de grande importância para a população que mora e trabalha nos distritos Barra Funda (perímetro), Lapa, Perdizes, Consolação, Santa Cecília, Bom Retiro, Santana, Casa Verde, Limão, Freguesia do Ó e Pirituba (perímetro expandido), pois:

- Delibera sobre as prioridades a serem executadas das intervenções públicas já previstas na Lei 15.893/2013 – OUCAB

- Delibera e fiscaliza o uso dos recursos dos Fundos de Outorga Onerosa e CEPAC.

- Fiscaliza o cumprimento dos objetivos e diretrizes da OUCAB.

Entre outras atribuições previstas na Lei 15.893/2013.

Desde 2014, a cada dois anos, 9 representantes titulares e 9 representantes suplentes da Sociedade Civil são eleitos para compor o Grupo de Gestão, paritário com mais 9 representantes titulares e suplentes das Secretarias e empresas públicas da Prefeitura. 

As/os atuais representantes da Sociedade Civil no GGOUCAB são qualificados e rigorosos na fiscalização do cumprimento da Lei da OUCAB, pela SMUL, SP Urbanismo, SEHAB, COHAB SIURB, SP Obras, SVMA e demais secretarias, e denunciam a não prioridade do poder público na realização das intervenções previstas, como construção de Habitação de Interesse Social, Drenagem dos Córregos para evitar inundações, construção de escolas, creches, unidades básica de saúde, abertura de vias e implantação de parques públicos. Para tudo isso, há projetos, cerca de R$ 1 bilhão e 500 mil nos fundos de CEPAC e Outorga da OUCAB. Só não há prioridade e compromisso da atual gestão municipal.

 Os representantes da Sociedade Civil são voluntários.




De 01 a 17 de abril de 2026

Se você tem interesse em ser representante da Sociedade Civil no GGOUCAB, leia as informações nos Editais publicados no Diário Oficial da Cidade de 01/04/2026, pelos links 

EDITAL Nº 001/2026/SMUL/OUCAB - SOBRE OS PROCEDIMENTOS DE ELEIÇÃO DAS/OS REPRESENTANTES DAS/OS MORADORAS/ES OU TRABALHADORAS/ES E DOS MOVIMENTOS DE MORADIA QUE COMPORÃO O GRUPO DE GESTÃO DA OPERAÇÃO URBANA CONSORCIADA ÁGUA BRANCA (BIÊNIO 2026-2028).

EDITAL Nº 002/2026/SMUL/OUCAB - SOBRE OS PROCEDIMENTOS DE ELEIÇÃO DAS/OS REPRESENTANTES DAS ORGANIZAÇÕES NÃO GOVERNAMENTAIS, ENTIDADES PROFISSIONAIS, ACADÊMICAS OU DE PESQUISA COM ATUAÇÃO EM QUESTÕES URBANAS E AMBIENTAIS E DE ENTIDADES EMPRESARIAIS, QUE COMPORÃO O GRUPO DE GESTÃO DA OPERAÇÃO URBANA CONSORCIADA ÁGUA BRANCA.




domingo, 24 de agosto de 2025

Carta Aberta ao Prefeito e Vereadores de São Paulo

A vida nas cidades brasileiras está adoecida pelo excesso de barulho. O ruído se propaga, atravessa janelas, ocupa espaços públicos e privados, perturba o sono, afeta o humor, a concentração, o aprendizado e a saúde. Não importa de onde vem o som – de amplificação em vias públicas, arenas privadas, parques, bares, festas, grandes eventos, manifestações, veículos, tráfego aéreo, obras públicas ou privadas – o impacto é o mesmo: atinge moradores, em especial os mais vulneráveis como crianças, idosos, gestantes e pessoas com TEA, atinge trabalhadores, frequentadores, animais domésticos e a fauna urbana. O resultado é uma grave crise de saúde pública em grande parte evitável.  

A Organização Mundial da Saúde reconhece a poluição sonora como uma das maiores ameaças ambientais à saúde pública nas cidades. A exposição contínua a ruídos acima de 53 decibéis durante o dia e 45 decibéis à noite está associada a um aumento significativo de doenças cardiovasculares como hipertensão, AVC e infartos, distúrbios do sono, transtornos mentais, déficit cognitivo em crianças, perda auditiva e sofrimento psíquico. No entanto, em todo o país, milhões de brasileiros vivem diariamente sob níveis muito superiores a esses, especialmente à noite e nos fins de semana. 

Na cidade de São Paulo, o Programa de Silêncio Urbano (PSIU), foi um passo importante para fiscalizar alguns tipos de atividades ruidosas. Mas, assim como em tantas cidades, a estrutura atual é insuficiente diante da escala do problema. Para além da contratação imediata de fiscais de posturas municipais, com foco específico em ruídos, é urgente avançar mais.  

É preciso criar soluções capazes de garantir os direitos constitucionais à saúde e ao meio ambiente equilibrado, favorecendo assim a boa convivência urbana. Por isso, a Frente Cidadã pela Despoluição Sonora pede atenção das autoridades municipais para esse tema e propõe 12 passos para despoluir as cidades brasileiras desse mal invisível que adoece a população: 

1. Atualizar a legislação municipal para adotar os parâmetros de referência da OMS e integrar critérios de saúde pública aos licenciamentos, autorizações e alvarás, exigindo o Estudo de Impacto Acústico e Plano de Mitigação e Controle de Ruído para quaisquer atividades recreativas, comerciais ou sociais com alta emissão sonora.

2. Revogar as exceções existentes em leis municipais de ruído que liberam certas atividades da obrigação de obedecer a limites saudáveis de emissão sonora, bem como vedar amplificação em logradouros públicos ou espaços abertos sem autorização expressa e controle de níveis in loco.

3. Criar o Conselho Municipal de Saúde Acústica, com participação da sociedade civil, de instituições técnico-científicas e do poder público, com prerrogativa para propor normas, acompanhar dados, avaliar resultados e convocar audiências públicas, articulando saúde, meio ambiente, cultura, urbanismo e segurança.

4. Instalar a Comissão de Controle de Ruído Urbano, órgão deliberativo com poderes de definir protocolos, emitir pareceres vinculantes e aprovar os Estudos de Impacto Acústico e Planos de Mitigação e Controle de Ruído de atividades ruidosas.

5. Instituir a Autoridade Municipal de Despoluição Sonora, com orçamento próprio, equipe técnica concursada, autonomia suficiente para fiscalização, poderes para autorizar, suspender ou cassar licenças, autorizações e alvarás de estabelecimentos, eventos e atividades que desrespeitem os limites de ruído e que divulgue relatórios de denúncias, autuações, sanções e reincidências.

6. Elaborar e publicar Mapa de Ruído municipal com revisão periódica, com dados abertos e camadas temáticas (saúde, escolas, hospitais, residências, rotas de transporte, áreas verdes, áreas de lazer, entre outras) e integrar a ele dados da segurança pública de reclamações e denúncias de perturbação do sossego e dados epidemiológicos da saúde (hipertensão, transtornos do sono, sofrimento psíquico, afastamentos laborais).

7. Delimitar Áreas de Sensibilidade Acústica em zonas residenciais, hospitalares, escolares e de proteção especial, definindo horários e limites para atividades ruidosas nestes locais, mantendo monitoramento em tempo real com sensores de ruído conectados à Prefeitura para aferição contínua, gatilhos de alerta e auditoria, incluindo mapa online público com pontos críticos. 

8. Determinar a instalação de sensores de ruído em estabelecimentos e eventos com atividades ruidosas, que deverão estar conectados à rede de sensores da Prefeitura como forma de auto-fiscalização do setor privado, bem como estabelecer a obrigatoriedade do uso da tecnologia de limitadores de ruído para o uso de amplificadores em ambientes fechados e abertos.

9. Promover programas de incentivo fiscal e linhas de crédito para tratamento acústico e outras soluções de mitigação de estabelecimentos, templos religiosos e equipamentos culturais, bem como programas de reconhecimento público (Selo Saúde Acústica) para espaços adequados.

10. Integrar as Guardas Municipais às operações de fiscalização com apoio tático aos fiscais de posturas e criar Procedimentos Operacionais Padrão, dentro dos limites da lei, para o atendimento imediato das Guardas a reclamações de perturbação do sossego, com poder de atuar para cessar irregularidades. 

11. Incluir metas e indicadores de saúde acústica e despoluição sonora no Plano Plurianual (PPA), na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA), criando painéis públicos para monitoramento. 

12. Desenvolver campanhas públicas de educação acústica nas escolas e nas rádios, TVs, e redes sociais, promovendo conceitos de saúde acústica e a convivência respeitosa nos espaços públicos, valorizando o direito à saúde e ao meio ambiente equilibrado. 

Precisamos de um novo pacto urbano que reconheça o espaço sonoro como um bem público essencial à dignidade humana e à sustentabilidade nas cidades. É urgente romper com a ideia de que o barulho representa progresso e de naturalizar formas de lazer com níveis sonoros prejudiciais à saúde. Progresso e lazer de verdade é ter qualidade de vida: é poder viver sem adoecer, conviver com respeito, dormir em paz e habitar o próprio lar sem sofrimento. A poluição sonora nas cidades é um sinal de desequilíbrio social e ambiental e precisa ser despoluída.




quinta-feira, 10 de julho de 2025

Frente Cidadã pela Despoluição Sonora

A imagem mostra uma mão segurando um medidor de decibéis, que exibe o valor de 96.3 dB. Ao fundo, há um espetáculo de fogos de artifício iluminando o céu noturno, com um grande edifício visível, possivelmente um estádio, onde está escrito 'Allianz Parque'. A cena é urbana, com luzes de carros e árvores na parte inferior da imagem.
Adriano Vizoni/Folhapress

Manifesto pela criação da Frente Cidadã para a Despoluição Sonora de São Paulo

A cidade de São Paulo está poluída por sons que não cessam, e o barulho adoece. A exposição constante ao ruído excessivo causa doenças auditivas, cardiovasculares, distúrbios do sono, quadros psiquiátricos, neurológicos e até mesmo reduz a expectativa de vida das pessoas.

Vivemos uma grave crise de saúde pública, causada pelo barulho de obras públicas e privadas, veículos ruidosos e pelo abuso sonoro de bares, baladas, festas, shows, festivais, trios elétricos, pancadões e apresentações de rua. Muito desse barulho é evitável e se espalhou como uma epidemia urbana. E o pior: não há para onde fugir.

Não importa de onde vem o som — de arenas privadas ou vias públicas, de parques ou estabelecimentos comerciais — o impacto é o mesmo. As leis da física são implacáveis: o som se propaga pelo ar, se espalha pelas ruas, atinge casas e apartamentos, atravessa janelas e impacta vidas. Ele afeta moradores, trabalhadores, passantes, frequentadores, animais domésticos e a fauna urbana.

Em todas as regiões de São Paulo, os paulistanos estão adoecendo com a amplificação sonora abusiva. Milhões de pessoas não dormem, não descansam, sofrem e adoecem. É preciso despoluir o barulho da cidade.

Moradores da cidade de São Paulo

Representantes dos movimentos de moradores vizinhos da Avenida Paulista, Anhangabaú,
Arena Allianz Parque, Instituto Butantã e Parque da Água Branca (Flavio Florido/Veja)


Moradores de São Paulo lançam frente contra poluição sonora e cobram limites a grandes eventos (CBN)





Moradores de São Paulo criam frente-ampla contra poluição sonora (G1)




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Jornal Nova Brasil