OPERAÇÃO URBANA CONSORCIADA ÁGUA BRANCA

A comunidade da Zona Oeste quer informações mais detalhadas sobre todas as intervenções previstas na Operação Urbana Consorciada Água Branca. Quer a realização de Audiências Públicas Temáticas (drenagem, patrimônio, viário, equipamentos públicos, mudanças climáticas, uso e ocupação do solo dentre outros), e de Audiências Públicas Devolutivas, com tempo suficiente para compreensão do problema e debates/proposições, visando o estabelecimento de um diálogo maduro, responsável, competente e comprometido com a sustentabilidade e a qualidade de vida de nossos bairros e moradores.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Parque da Água Branca recebe a Iª Feira Nacional da Reforma Agrária

Organizado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a feira que será realizada nos dias 22 a 25 de outubro (quinta à domingo), terá 800 tipos de alimentos, entre frutas, verduras, legumes, leite, queijos, iogurte, compotas - produzidos em assentamentos de 23 estados brasileiros e comercializados a preços populares pelas cerca de 150 mil famílias assentadas e, também, por meio de 54 cooperativas organizadas pelos sem-terra com apoio do movimento.
As regionalidades brasileiras serão valorizadas na feira por meio de uma praça de alimentação com comidas e bebidas típicas de quatro regiões. Entre outras opções, você vai poder provar a moqueca tucunaré ao molho de camarão ou a vaca atolada, acompanhada de suco de graviola ou de cacau (Nordeste); o pato com tucupi, do Norte; o arroz carreteiro, do Sul; ou o nhoque de aipim, do Sudeste.
Além da feira, serão realizados shows de violeiros e congadas, espetáculos teatrais e outras intervenções culturais, seminários e debates sobre agroecologia, o impacto dos agrotóxicos na saúde e na natureza, direito à terra e educação no campo.
No dia 24, o paraibano Chico César se apresenta gratuitamente, a partir das 17h. E no dia 25, encerramento do evento, o show ficará por conta do maranhense Zeca Baleiro.




sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Nossa Praça está mais linda! Subprefeitura da Lapa faz limpeza e jardinagem na Praça Conde Francisco Matarazzo Jr.


Depois de ficar liberta dos alambrados, agora a beleza da Praça Conde Francisco Matarazzo Jr. pode ser vista por todos os lados. A Subprefeitura da Lapa realizou nesta semana serviços de limpeza e jardinagem, que abriram os lados da praça, e agora ela fica mais segura, pois é possível ter visão e saídas pelos vários lados.

Reivindicação  mais do que antiga dos/as frequentadores/as e moradores/as, a "libertação da praça" revelou a "natureza linda que ficava escondida atrás dos arames cruzados", 

O ILUME - departamento de iluminação da Prefeitura também realizou uma vistoria para o projeto de implantação de iluminação. 

Moradores/as e usuários/as da praça acompanharam os serviços e a vistoria e se reuniram com a Subprefeitura da Lapa, para conversar sobre propostas de ocupação e uso da praça.






















Moradores/as, escoteiros e Subprefeitura


Vistoria ILUME


2 anos de Operação Urbana Consorciada Água Branca

Em novembro completam 2 anos da aprovação da lei da Operação Urbana Consorciada Água Branca (que revisou a lei da OUAB de 1995), e a sociedade civil está bastante insatisfeita. 
Muito pouco foi realizado das 5 prioridades previstas no artigo 8º da Lei 15.893/nov/2013 (OUCAB) para as quais há recursos. 
Construção de apartamentos para os moradores das antigas favelas do Sapo e Aldeinha
A mais crítica e aguardada com grande expectativa pelos moradores que serão beneficiados, e com recursos financeiros em caixa, a prioridade II  ainda está longe de ser concretizada - construção de, no mínimo, 630 (seiscentas e trinta) unidades habitacionais de interesse social, dentro do perímetro da Operação Urbana Consorciada, com atendimento preferencial dos moradores das Favelas Aldeinha e do Sapo, incluindo a aquisição de terras para esta produção.
Em setembro/15 foi contratado o escritório de Arquitetura Estúdio 41, vencedor do concurso de projetos para o "Subsetor A1", conhecido como terreno da CET, na Av. Marquês de São Vicente, local onde está prevista a construção de moradias de interesse social (HIS) para atender as famílias que moravam nas antigas favelas do Sapo e Aldeinha, e que há mais de 5 anos recebem auxílio aluguel. Esparramadas pelos bairros de São Paulo, algumas em municípios vizinhos, estas famílias ainda não foram contatadas pela Secretaria de Habitação (SEHAB) e estão inseguras quanto ao que vai acontecer. Querem participar das definições do projeto dos conjuntos habitacionais onde irão morar, querem ter certeza de que serão beneficiadas e uma previsão de quando isso irá acontecer, para que possam organizar suas vidas. 
Em documento entregue ao Grupo Gestor, representantes da sociedade civil relacionam propostas apresentadas desde setembro de 2014, no processo de debate do projeto, que podem colaborar com o projeto vencedor:
§   Ampliação da área prevista para o concurso;
§ Revisão, com sugestão de aumento, dos índices urbanísticos sugeridos pelo Estudo apresentado pela SP Urbanismo em reunião de 25 de setembro de 2014, previsto para ter coeficiente de aproveitamento médio de cerca de 2,5 vezes a área do terreno;
§  Revisão do escopo do concurso permitindo o estudo e proposição de abertura da estrutura de drenagem do Córrego Água Preta (ou retirada do tamponamento), cuja obra está em curso;
§ Revisão do escopo do projeto do concurso permitindo passagem de pedestre que interligue o bloco de quadras A, B e C, com a quadra E que conterá o parque equipado em nível diferente da via por onde escoará o trânsito de veículos que descem da ponte e utilizam a via como ‘alça’;
§  Revisão do escopo do projeto do concurso considerando a existência de duas áreas de ocupação precária e irregular inseridas hoje neste recorte territorial;
§   Obrigatoriedade de contratação do vencedor do concurso para desenvolver projeto básico de toda a intervenção, incluindo edificações previstas;
§ Formas de envolver moradores dos conjuntos habitacionais afetados pelo perímetro ampliado do Concurso e, se possível, os ex-moradores da Favela do Sapo e Aldeinha nos debates e decisões acerca do concurso;
§  Incluir o Grupo de Gestão na concepção e aprovação de todas as etapas do Concurso, definindo claramente as formas de participação;
§   E pedem esclarecimentos de como seriam as notificações, transferências e remoções dos usos existentes na área.

Reforma e requalificação dos Conjuntos Habitacionais da Comunidade Água Branca
Para esta ação, estão destinados 22% do total arrecadado com o primeiro leilão de CEPACs (R$ 1.937.890,40). Um relatório de risco, elaborado pela assessoria técnica do Ministério Público com a participação da comunidade, indica obras emergenciais que totalizam o valor de aproximadamente R$ 4 milhões. O compromisso assumido perante o Ministério Público pelo Secretário de Habitação, de completar com verba do orçamento da SEHAB o valor necessário para a reforma emergencial dos conjuntos, não está viabilizado. O Conselho da Zeis da Água Branca, nas suas reuniões mensais, já apreciou vários orçamentos e recentemente foi informado que a SEHAB não dispõe de verba para esta reforma no orçamento previsto para 2016. 

Obras de drenagem dos Córregos Água Preta e Sumaré 
Primeira prioridade do artigo 8º, as obras iniciadas em 2013 estão com previsão de término para maio de 2016. Os valores dos contratos serão apresentados na reunião do Grupo Gestor.

Obras para mobilidade
Importantes obras que beneficiarão a mobilidade na região, as demais prioridades III e V do artigo 8º, para os quais também há recursos, não estão com previsão de início:
III - prolongamento da Avenida Auro Soares de Moura Andrade até a Rua Santa Marina, conexões do referido prolongamento com a Rua Guaicurus, abertura de novas ligações entre as Avenidas Francisco Matarazzo e Auro Soares de Moura Andrade, além de melhoramentos urbanísticos e novas conexões entre a Avenida Francisco Matarazzo e a Rua Tagipuru.
V – extensão da Avenida Pompeia até Avenida Auro de Moura Andrade
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Dia 19 de outubro/15
A reunião ordinária do Grupo Gestor da Operação Urbana Consorciada Água Branca está agendada para segunda feira dia 19 de outubro/15, com início às 18h30, na sala 102 - auditório do 10º andar, do Edifício Martinelli - Rua Libero Badaró, 518, Centro/SP.
Terá como pauta informes gerais sobre:
§         Detalhamento dos Recursos obtidos no Leilão de CEPAC
§         Detalhamento dos Recursos obtidos pela Outorga Onerosa do Direito de Construir
§         Subsetor A1: Oficina / Desenvolvimento do Projeto / Descontaminação
§         Obras Emergenciais em Conjunto Habitacional
§         Obras de Drenagem
§         Destinação de área institucional de loteamento

 O que é uma Operação Urbana Consorciada - OUC?
O Estatuto da Cidade (Lei Federal n. 10.257 de 10 de julho de 2001) prevê as Operações Urbanas Consorciadas (OUC), instrumento cujo objetivo é gerar transformações urbanísticas estruturais, melhorias sociais e valorização ambiental de determinadas regiões do Município que se encontram subutilizadas, seja pela degradação urbana, ou ainda pelo esvaziamento populacional, mas que possuem boa infraestrutura. As Operações Urbanas Consorciadas prevem e incentivam a participação da iniciativa privada, nessas ações de interesse coletivo, fiscalizadas pelo Poder Público e pela sociedade civil.

O que prevê a OUCAB Água Branca - OUCAB?
A Lei da OUCAB estabelece diretrizes e prioridades para o uso dos recursos da OUCAB, estabelecidas no artigo 8º - recursos do fundo da Lei de 1995; e artigo 9º - recursos do fundo originado pela venda de CEPACs.



sábado, 3 de outubro de 2015

TERRA DE NINGUÉM

Uma quarta feira à noite, você está voltando do trabalho, voltando da faculdade e quer chegar na sua casa. Se estiver de carro, terá de esperar a rua ser esvaziada e liberada. Se estiver a pé, terá que desviar de milhares de torcedores, de churrasqueiras, caixas de cervejas e barracas. Se quiser dormir, só depois da uma da manhã. 
Muito barulho de fogos e algazarra. 

ASSIM FICAM AS RUAS TURIAÇU/PALESTRA ITÁLIA, CARAÍBAS e DIANA EM DIAS DE JOGOS.

Na quarta feira dia 30/09/15, o jogo do Palmeiras na Arena Allianz Parque começou às 22h. Para acomodar milhares de torcedores, a CET desde às 19h fechou o acesso para carros para a Rua Turiaçu/Palestra na esquina com Avenida Antártica e fez uma "mão reversa" na mesma rua, desde a Avenida Pompéia, para os carros que se dirigem ao Shopping Bourbon. Mesmo anunciada e prometida, a mão reversa nunca chegou até a entrada dos condomínios residenciais.

Depois de fechadas, nestas ruas não se viu equipes da Subprefeitura, da CET ou da Polícia Militar garantindo o direito de ir e vir e a segurança dos moradores. As ruas e calçadas foram ocupadas por torcedores e por carros e barracas de comércio ambulante irregular, muitas na frente da entrada de condomínios residenciais, casas e garagens. Em uma emergência, o acesso de uma ambulância ou de uma viatura de bombeiros nestas ruas em dias de jogos é uma das preocupações dos moradores.

                             ASSIM FICA A AVENIDA FRANCISCO MATARAZZO 

A calçada da Avenida Francisco Matarazzo foi tomada por ambulantes irregulares e os torcedores ocuparam a via. O trânsito já intenso de um final de dia de semana das Avenidas Marquês de São Vicente, Antártica, Sumaré e Pompéia, piorou muito, ficando lento e travado e prejudicando a mobilidade entre as regiões central, oeste e noroeste.

Comércio ambulante irregular na frente do condomínio - Rua Turiaçu/Palestra Itália

Comércio ambulante irregular na frente do condomínio - Rua Turiaçu/Palestra Itália

Aglomeração de torcedores e barracas de comércio ambulantes irregular na esquina da Rua Turiaçu/Palestra Itália com Caraíbas.

Multidão de torcedores na Rua Caraíbas impede o acesso de carros e
prejudica o acesso às residencias.


Barracas de comércio ambulante irregular instaladas na Rua Caraíbas



Fumaça de churrasquinho 

Rua Diana

Rua Diana


Faixas da Avenida Francisco Matarazzo é tomada por torcedores

Faixas da Avenida Francisco Matarazzo é tomada por torcedores e ambulantes

Calçada da Avenida Francisco Matarazzo é tomada por ambulantes e pedestres caminham pela avenida 



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quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Nossa praça está libertada - sem alambrado é de uma belezura só!







A Subprefeitura da Lapa iniciou em 29 de setembro/15 a retirada dos alambrados que cercam a Praça Conde Francisco Matarazzo Jr. Também fará uma poda de levantamento, para permitir uma boa visão de todos os lados da praça.

Reivindicação  mais do que antiga dos/as frequentadores/as e moradores/as, a "libertação da praça" revelou a "natureza linda que ficava escondida atrás dos arames cruzados".

Também possibilita "maior segurança porque dá para correr para qualquer calçada, se tiver algum problema" na opinião de um trabalhador da região.

O ILUME, Departamento de Iluminação Pública da Secretaria Municipal de Serviços, fará uma vistoria e proposta de iluminação para fins de readequação da iluminação da Praça


A retirada do alambrado revelou a beleza da praça

A Praça está localizada entre as ruas Barão de Teffé, Higino Pelegrini, Pd. Antonio Tomas e Av. Francisco Matarazzo, no bairro da Água Branca


























Frequentada por moradores/as, pelos/as trabalhadores/as dos escritórios do entorno, por escoteiros/as, entre outros, a praça Conde Francisco Matarazzo Jr. é uma importante área verde e permeável, num bairro que está cada vez mais adensado e impermeabilizado. Também é um ponto estratégico para a ação de policiamento da região. 

A Praça Conde Francisco Matarazzo Junior tem muitas histórias. Durantes os últimos anos sofreu várias intervenções pontuais e carece de um plano permanente de manutenção e ocupação. 

Conheça o que já aconteceu:

O MAU USO DO DINHEIRO PÚBLICO NA PRAÇA CONDE FRANCISCO MATARAZZO JUNIOR


Propostas para a recuperação da Praça Conde Francisco Matarazzo Junior

A PRAÇA É NOSSA!



domingo, 27 de setembro de 2015

Mais um show na Arena Allianz Parque – Mais um dia de confusão e desorganização

Moradores do entorno da Arena Allianz Parque se surpreenderam com a confusão que ficou o bairro na sexta feira dia 25 de setembro. Passados quase um ano da realização do primeiro show, cuja organização foi caótica, havia um crédito de que desta vez haveria, pelo menos, um pouco mais de organização e providências quanto aos vários problemas tratados com os gestores da Arena e responsáveis dos vários órgãos públicos que cuidam de autorização e fiscalização.

Um público de 55 mil pessoas aguardou praticamente o dia todo em filas nas calçadas e vias, bloqueando as entradas de condomínios, comércio, garagens, pontos de ônibus e obrigando pedestres a andarem no meio do trânsito. As filas se estenderam por 9 ruas do bairro: Ruas Padre Antonio Tomas, Embaixador Leão Veloso, Teixeira e Sousa, Higino Pelegrini, Barão de Tefé, Mario Sete, Turiaçú/Palestra e Avenidas Antártica e Francisco Matarazzo. Muita gritaria. Muito lixo jogado nas ruas e calçadas.

Os ingressos não eram numerados e na tentativa de conseguir um bom lugar, os pagantes chegarem cedo, alguns na madrugada e outros já permaneciam acampados há 1 mês na calçada da Avenida Francisco Matarazzo. Mesmo chegando aos poucos, o público do show ficou aguardando do lado de fora, ocupando o espaço público, porque os portões só abriram após as 17h. Catraca, revista, e receber uma pulseira para alguns setores manteve filas até o início do show, às 21h30.

O trânsito já sobrecarregado de uma sexta feira, recebeu mais veículos do público que se dirigia para a Arena Allianz Parque e para os shows realizados nos teatros da região.

Milhares de pessoas nas ruas e carros procurando estacionamentos, durante o dia todo, atraíram centenas de vendedores ambulantes, cambistas e flanelinhas, que circulavam tranquilamente. O valor de R$ 100,00 cobrado pela concessionária não motiva motoristas a usarem o estacionamento da Arena.

A saída do público da Arena e veículos se estendeu até depois da meia noite e meia, com muito congestionamento e barulho.

Foi perceptível o reduzido contingente da PM, da fiscalização do comércio ambulante da Subprefeitura Lapa e de trânsito da CET. O lixo foi recolhido por uma equipe da produção do evento e pela prefeitura.

Por fim, como sempre é registrado por moradores dos apartamentos do entorno da Arena, foi possível ouvir o som do show dentro de casa, gerando incomodo. A Arena Allianz Parque não tem tratamento acústico adequado aos eventos que realiza.




A autorização de eventos na Arena Allianz Parque para um público de dezenas de milhares de pessoas precisa ser revisto. A administração da Arena demonstra que não tem capacidade de gestão para resolver os problemas que provoca para fora dos seus portões. 

Algumas das sugestões já indicadas pelo moradores do bairro são adequar a venda de ingressos à capacidade operacional da Arena e dos órgãos públicos, reduzindo o público; vender ingressos numerados; realizar eventos aos domingos, antecipando os horários de início e término, para permitir que o público use transporte público e assim reduzir o número de carros; abrir os portões com antecedência maior do que 3 horas antes do início do evento, para o público ficar acomodado e aguardando dentro da Arena, podendo usar banheiros e lanchonetes do local.


Rua Turiaçu/Palestra Itália

Avenida Antártica

Rua Padre Antonio Tomas esquina com Avenida Antártica

Avenida Antártica
Rua Barão de Tefé

Esquina Rua Barão de Tefé com Teixeira e Sousa























Rua Mario Sete






















Avenida Francisco Matarazzo





















Avenida Francisco Matarazzo

Avenida Francisco Matarazzo

Rua Padre Antonio Tomas























Rua Padre Antonio Tomas - grades impedem a passagem de pedestres pelas calçadas









sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Insatisfeitos, vizinhos do Palestra se reúnem para levar sugestões ao MP


Gazeta Esportiva

Bruno Ceccon – 25/09/15

Insatisfeitos com os inconvenientes nos dias de jogos e shows no reformado Palestra Itália, vizinhos do estádio do Palmeiras fizeram uma reunião na noite de quinta-feira. Durante o encontro, o grupo discutiu os problemas e pensou em sugestões para levar ao Ministério Público.
Representantes da Subprefeitura da Lapa e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) participaram da reunião com moradores de diferentes ruas localizadas nas imediações do clube. O encontro, divulgado na Internet, motivou uma série de insultos e ameaças em redes sociais.
De acordo com os moradores, a ampliação e o caráter multiúso do estádio, reinaugurado em 2014, agravaram os inconvenientes em dias de eventos. Venda e consumo de bebidas alcoólicas, uso de drogas ilícitas, barulho, sujeira, insegurança, tráfego intenso e bloqueio de ruas estão entre os problemas relatados pelo grupo, bem como a tradicional aglomeração de torcedores na antiga rua Turiassu na véspera dos jogos.
“É preciso uma revisão na legislação atual e uma nova e específica legislação para locais onde há arenas e estádios de futebol que regule o que pode e não pode ser feito, normatize o acesso às regiões da cidade em dias relacionados a jogos e shows, que respeite o direito de ir e vir e o direito ao descanso dos moradores, e determine responsabilidades e punição rigorosa para quem desrespeitá-la”, diz carta enviada pelos moradores aos vereadores de São Paulo.
O grupo diz já ter entrado em contato com WTorre e Palmeiras, além da Polícia Militar e até da Mancha Verde. Os moradores, em diálogo regular com a Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo, questionam os trâmites burocráticos realizados para liberar a reforma do estádio e elaboraram uma espécie de dossiê.
Os vizinhos foram orientados a documentar os inconvenientes decorrentes de eventos no estádio e, se for o caso, registrar boletins de ocorrência. Em breve, o grupo deseja participar de reunião com representantes do Palmeiras, também para tratar de problemas que envolvem o clube social em dias sem jogos, especialmente o barulho.
Sede da abertura do primeiro campeonato oficial do Brasil em 1902, o Parque Antárctica passou a receber o Palestra Itália como mandante em 1917 e, três anos depois, foi comprado pelo clube. Atualmente, além da arena, a região abriga shoppings, hipermercados e empreendimentos imobiliários.
“O Palmeiras foi fundado em 1914, é verdade. Mas desde então São Paulo cresceu, a legislação mudou e as regras de ordenamento da cidade foram alteradas. Há plano diretor, lei de zoneamento. Existe uma legislação e as pessoas têm direitos. Quem usa o argumento de que o clube chegou primeiro está desconectado da realidade”, disse uma das moradoras, em condição de anonimato.
De acordo com os vizinhos do estádio Palestra Itália, não há qualquer tipo de motivação clubística no pleito – alguns se dizem palmeirenses. Os moradores ainda negam que a construção da moderna arena tenha trazido valorização aos imóveis residenciais da região, como muitos supõem.
Gazeta Esportiva entrou em contato com as assessorias de imprensa do Palmeiras e da WTorre. Ambas preferiram não se manifestar oficialmente sobre o assunto. Nesta sexta-feira, a cantora norte-americana Katy Perry se apresenta no estádio.

Gazeta Esportiva
http://www.gazetaesportiva.net/palmeiras/insatisfeitos-vizinhos-do-palestra-se-reunem-para-levar-sugestoes-ao-mp/