OPERAÇÃO URBANA CONSORCIADA ÁGUA BRANCA

A comunidade da Zona Oeste quer informações mais detalhadas sobre todas as intervenções previstas na Operação Urbana Consorciada Água Branca. Quer a realização de Audiências Públicas Temáticas (drenagem, patrimônio, viário, equipamentos públicos, mudanças climáticas, uso e ocupação do solo dentre outros), e de Audiências Públicas Devolutivas, com tempo suficiente para compreensão do problema e debates/proposições, visando o estabelecimento de um diálogo maduro, responsável, competente e comprometido com a sustentabilidade e a qualidade de vida de nossos bairros e moradores.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Propostas para a recuperação da Praça Conde Francisco Matarazzo Junior

No dia 23 de julho/12, carta assinada por 706 pessoas foi protocolada e entregue para a assessora  da Sub Prefeitura da Lapa, Srª Helislane, com as sugestões de moradores, empresários, estudantes e trabalhadores das imediações da Praça Conde Francisco Matarazzo Junior, para a recuperação da praça

Saiba mais aqui


Ilmo Srº
Ademir Aparecido Ramos
Subprefeito da Lapa

Prezado Srº
Nós, moradores, empresários, estudantes e trabalhadores das imediações da Praça Francisco Matarazzo Junior, abaixo assinados, estamos mobilizados para que esta praça seja recuperada e que possamos voltar a utilizá-la como espaço público de lazer. 
Em contato com o Vereador Carlos Neder, conseguimos que este articulasse um repasse de verba, por meio de emenda parlamentar, para a Sub Prefeitura Lapa realizar melhorias na praça.
Apresentamos as nossas sugestões:
1 – Cercamento da praça
A praça está cercada por um alambrado com portões, que estão bastante deteriorados. Nossa sugestão é que a Subprefeitura Lapa estude a possibilidade de manter a praça aberta, sem grades ou alambrados, ou com um cercamento bem mais baixo. 
2 – Recuperar o coreto.
Telhado, escada, porta e pintura.
3 – Implantar, dentro da praça, postes de luz mais baixos.
Para que a iluminação possa se expandir mais, sem a necessidade de poda de árvores.
4 – Reforma total do piso existente, mantendo a permeabilização.
5 – Instalar lixeiras novas.
6 – Recuperar os bancos.
7 – Estudar a possibilidade de ter na praça um local para a circulação de cães.
8 – Manutenção dos jardins e manejo das árvores.
9 – Manutenção diária de limpeza, varrição e coleta de lixo. Lavagem da praça periodicamente.
10 – Recuperar e nivelar as calçadas do entorno da praça. Estão muito quebradas e trazem risco de queda para os pedestres que circulam nelas.
11 – Reformar a quadra de futebol.

Atenciosamente,
Os abaixo assinados.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

A PRAÇA É NOSSA!


A Praça Conde Francisco Matarazzo Junior tem muitas histórias. Quem conta é Ilma Pinho, que mora em frente à praça, é do CONSEG Perdizes e defensora antiga dos cuidados que a praça precisa: “Em 2001 a praça estava totalmente abandonada. Os moradores se mobilizaram e a Subprefeitura da Lapa firmou um termo de adoção com a empresa Price W House e a praça ficou linda.” Mas não durou. Com a mudança de governo, o termo de adoção não foi renovado e a praça voltou a ficar abandonada pelo poder público.

Em defesa da Praça
Com a iniciativa de Ilma e de outros moradores do bairro por meio de cartas, reuniões, abaixo-assinados, um grande mutirão de defesa da Praça se formou. Jupira Cauhy, moradora, relata “reunimos todas as pessoas que reivindicam que a prefeitura cuide da Praça. Fizemos um levantamento do que precisa ser feito e apresentamos para o Subprefeito, Sr. Ademir Ramos – manejo arbóreo, recuperação do coreto, do gradil, da quadra, piso e bancos, ajustes da iluminação interna e externa, calçadas e manutenção de limpeza e jardinagem.”
O Grupo  RevitalizAÇÃO, do Instituto CEO do Futuro e o Grupo de Escoteiros do Palmeiras mantiveram encontros aos sábados na praça, distribuíram panfletos e colheram assinaturas para o abaixo assinado.

Problema delicado
Pessoas em situação de rua moram na praça. Uma delas mora no coreto, com muitos cachorros. A quantidade de cachorros, a sujeira e o mau cheiro inibiram a presença de frequentadores na praça. A saída dessas pessoas que moram na praça e a retirada dos cachorros não é simples e requer uma ação coordenada dos profissionais da saúde e da assistência social da Prefeitura.

Para o vereador Carlos Neder, que é médico sanitarista e também mora no bairro, a situação de risco pela quantidade de cachorros “É um caso de saúde pública. O interesse público deve prevalecer”. Neder participou da reunião com o Subprefeito da Lapa e ofereceu a possibilidade de conseguir recursos públicos para a Subprefeitura reformar a praça. Articulou uma reunião com o Secretário Adjunto de Saúde, Dr. José Maria, para buscar uma solução coordenada da saúde com a assistência social. Nesta reunião, além do Vereador e Secretário participaram representantes dos moradores, instituições, Zoonose, Coordenação de Vigilância em Saúde, Subprefeitura da Lapa e Secretaria da Saúde.

Segurança
Dr. Marco Aurélio, delegado do 23º Distrito Policial e integrante do CONSEG Perdizes também faz parte desse grupo que defende a praça. Fez vários contatos com a zoonose buscando adequar as necessidades dos moradores da praça com o interesse público.

Resultados
Na reunião, Dr. José Maria declarou "que a Saúde ficará responsável por coordenar uma ação entre os profissionais da Saúde, Zoonose e da Assistência Social". Com a permissão da pessoa que cria os cachorros, a zoonose já recolheu para doação os cachorros mais jovens e está providenciando a castração dos demais animais. Pela legislação, não é possível recolher cachorros e encaminhá-los para adoção ou castração sem o consentimento da pessoa que cuida dos animais. O secretário também irá consultar o Ministério Público.

A Subprefeitura da Lapa fará um projeto de recuperação da praça e encaminhará, ao gabinete do Vereador Carlos Neder, o orçamento necessário, indicando os valores que a Subprefeitura não possui, para que o vereador busque recursos por meio de emenda parlamentar.


A Subprefeitura Lapa iniciou o manejo arbóreo, retirando árvores que estavam podres e que ofereciam riscos, fazendo poda de levantamento ou de equilíbrio, reconstituindo os jardins e mantendo a limpeza com uma equipe de zeladoria de praças.


Ação cidadã educativa
A ação conjunta de cidadãos e cidadãs com o poder público, buscando resolver uma situação de interesse social e coletivo, é bastante educativa. Muitas vezes, a solução dos problemas depende de uma ação articulada, onde cada parte envolvida tem sua responsabilidade.

A praça Conde Francisco Matarazzo Junior é linda e muito importante para o lazer dos que moram, trabalham e frequentam o nosso bairro. É mais importante ainda como área verde e permeável, num bairro que está cada vez mais adensado e impermeabilizado.

Os usos da praça será um dos próximos temas dos moradores com a prefeitura – a praça é pública, o que isso significa? O que pode ser feito nela? Há recursos no orçamento da subprefeitura ou da Secretaria do Verde para a sua manutenção? Como garantir que os frequentadores da praça possam cuidar e monitorar o que é feito nela?

Vamos participar e acompanhar o que está sendo feito, para que a praça volte a ser de todos/as.



Participaram das reuniões:

Dia 06 de junho/12, na Subprefeitura da Lapa
Ademir Ramos - Subprefeito, Helislane - Assessora do Subprefeito, Carlos Neder - Vereador, Rita Quadros - Assessora do Vereador, Ilma Pinho e Jupira Cauhy - moradoras, Andrea Poiani - ICF, Rosangela Rascazzi – GEP.

Dia 18 de junho/12, na Secretaria de Saúde
SMS: José Maria Orlando - Secretário Adjunto da Saúde, Inês Romano - COVISA, Ana Claudia - COVISA/Centro de Controle Zoonoses, Kezia Alves, Ivan Caceres.
Vereador Carlos Neder, Rita Quadros, assessora.
Subprefeitura Lapa: Carlos Blanco – Coordenador de Administração e Finanças, Helislane Farias – Assessora Subprefeito, Cyra Malta – Engenheira Agrônoma .
Movimento e instituições cidadãs: Ilma Pinho, Jupira Cauhy, Carolina Oliveira, Andrea Poiani, Tallita Silva, Rosangela Rascazzi.

A praça fica localizada entre as ruas Barão de Teffé, Higino Pelegrini, Pd. Antonio Tomas e Av. Francisco Matarazzo, no bairro da Água Branca.






quarta-feira, 27 de junho de 2012

"VIDA LONGA AO FÓRUM E QUE ELE SEJA BASTANTE DEMOCRÁTICO"


Com estas palavras, o vereador Carlos Neder encerrou o Ato de Instalação do Fórum Suprapartidário por uma São Paulo Saudável e Sustentável. Acompanhado do presidente da mesa Diretora da Câmara Municipal, vereador José Police Neto, e da representante do Movimento Defenda São Paulo e conselheira do CADES, Ros Mari Zenha, na condução da cerimônia formal de instalação, compartilharam com os/as representantes de movimentos, associações e parlamentares da alegria e esperança deste novo e inédito espaço democrático de participação cidadã em São Paulo.


O próximo passo será a aprovação do regimento interno. Três comissões foram constituídas para preparar o próximo encontro - regimento interno, temas e comissão executiva provisória.


O QUE É O FÓRUM
O Fórum Suprapartidário por uma São Paulo Saudável e Sustentável terá como atribuição “reunir, organizar e formular subsídios e propostas para o Plano Diretor do Município de São Paulo, priorizando aspectos atinentes à sustentabilidade e ao controle social na formulação e execução das políticas públicas a serem definidas no âmbito do Plano Diretor”.
Poderá planejar e desenvolver outras atividades e eventos na perspectiva de transformar São Paulo em uma cidade saudável e sustentável para todos.

CIDADE SAUDÁVEL E SUSTENTÁVEL
Para o Fórum, uma cidade saudável e sustentável  é aquela que associa formas de crescimento menos agressoras ao ambiente urbano, redução do uso de energia e otimização do uso dos recursos naturais, integração de políticas públicas orientadas pelo ideal de uma cidade saudável e planejamento da expansão territorial de forma mais sustentável, para garantir às atuais e futuras gerações um ambiente equilibrado e com sadia qualidade de vida.

COMPOSIÇÃO
O Fórum será composto por parlamentares, representantes dos partidos políticos com mandato na Câmara Municipal, por representantes de entidades, instituições acadêmicas e de pesquisa, movimentos sociais, redes sociais, organizações não governamentais e lideranças representativas da sociedade civil.

FUNCIONAMENTO
Funcionará nas dependências da Câmara Municipal de São Paulo ou em quaisquer outros espaços da sociedade por decisão de seus membros participantes, mediante programação e atividades previamente aprovadas. Contará com estrutura da Câmara para  o seu funcionamento e realização das suas atividades. As reuniões do Fórum serão públicas e seus atos e deliberações deverão ser divulgados através dos veículos de divulgação à disposição da Câmara Municipal, em especial o Diário Oficial da Cidade, a TV Câmara São Paulo, a Rádio Web e o Portal da Câmara Municipal de São Paulo.

REGIMENTO INTERNO
O funcionamento do Fórum e a composição do seu grupo executivo serão orientados pelo regimento Interno, que será elaborado por seus membros e aprovado em reunião previamente convocada para esse fim, no prazo de até 90 (noventa) dias a contar da sua instalação (26/06/12).










quarta-feira, 9 de maio de 2012

Reunião Técnica com sociedade civil sobre a Operação Urbana Consorciada Água Branca


Dia 15 de maio, terça-feira, 19h00, no Parque da Água Branca (auditório Paulinho Nogueira, Prédio da Administração, arquibancada).

Pauta:
1- Apresentar as informações sobre o Parecer do CADES sobre o Estudo de Impacto Ambiental da Operação Urbana Consorciada Água Branca

2- Informes sobre a Audiência Pública realizada dia 08/05, para apresentação do EIA RIMA da linha Laranja do Metrô. 

3- Organizar o monitoramento, pela sociedade civil, do cumprimento das recomendações e exigências.

O Conselho Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Cades), da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) aprovou, em Reunião Plenária Extraordinária, realizada em 26 de março de 2012, o Parecer Técnico no. 008/Cades/2012, da Câmara Técnica de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo que analisou o EIA – Estudo de Impacto Ambiental da OUCAB, expedindo a LAP – Licença Ambiental Prévia da OUCAB.
Além dos conselheiros, compareceu à reunião, o Secretário Miguel Bucalém, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano. Na oportunidade, representou o Legislativo Municipal o Vereador Gilberto Natalini.
Várias exigências foram explicitadas para que o empreendedor (SP Urbanismo) conceda a Licença Ambiental de Instalação (LAI) da OUCAB e várias recomendações foram feitas para o conteúdo da minuta do Projeto de Lei que o Executivo está elaborando e que será encaminhada à Câmara Municipal.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Se você discorda da violência, participe!

Grande Ato de Protesto no dia 25 de Janeiro

As pessoas e seus direitos têm sido cotidianamente desrespeitadas na cidade e no estado de São Paulo, pelos governos estadual e municipal, com o uso de força policial truculenta contra a população pobre, com políticas de especulação imobiliária predatória, desapropriações irregulares e projetos urbanísticos, que não consideram a vida e a participação das pessoas nos seus bairros nem protegem suas propriedades, e sem oferecer políticas públicas efetivas de saúde, educação, trabalho e habitação e sem permitir a participação cidadã garantida pela Constituição e pelo Estatuto da Cidade.

Os atos recentes de violência e tortura contra os moradores do Bairro Pinheirinho de São José dos Campos e a população em situação de rua da região da Luz, o desamparo às famílias vitimadas pelo incêndio da Favela do Moinho, tem horrorizado cidadãos e cidadãs em todo o Brasil, com grande repercussão internacional.

Durante o último ano, participamos em mais de mil pessoas em cada uma das duas audiências públicas sobre a Operação Urbana Consorciada Água Branca – OUCAB, com importante intervenção e formulação de propostas pelas comunidades, conselhos e associações de ação cidadã. Há um ano, a comunidade organizada e solidária conseguiu impedir a ação truculenta da prefeitura e da polícia militar para desalojar os moradores da Favela do Sapo, e conseguiu que estas famílias recebessem termos de direito de moradia no perímetro da OUCAB. Em outros bairros e regiões, comunidades se organizam contra as desapropriações para projetos de especulação imobiliária previstos para o Itaim Bibi, Luz, Santa Ifigênia, Lapa, Água Espraiada, Casa Verde, Faria Lima, Pinheiros, Pompéia, Perdizes, entre tantos outros.

No dia 25 de janeiro, aniversário da Cidade de São Paulo, entidades, movimentos, cidadãos e cidadãs estarão a partir das 8h na Praça da Sé e no Pátio do Colégio para protestar contra as ações autoritárias e truculentas dos governos estadual e municipal. Dirão um imenso NÃO à criminalização da população pobre e à militarização de São Paulo e um SIM à implementação de políticas de saúde, habitação, educação, cultura e trabalho que respeitem os direitos humanos e a dignidade das pessoas.


Moinho, Pinheirinho, “Cracolândia”. Além de décadas de descaso por parte do poder público, estas regiões ganharam um novo elemento em comum: o terrorismo de Estado, que carrega consigo inúmeras denúncias de abuso de autoridade, racismo, violação de direitos humanos e tortura. Fica cada vez mais evidente que a política do governo paulista está calcada na militarização como instrumento de garantia dos lucros da iniciativa privada que a financia. Fica também cada vez mais claro que é hora de dizer BASTA.
A população paulista não pode mais tolerar que questões sociais complexas como consumo de drogas ou habitação sejam “resolvidas” por meio da violência policial pura e simples, desrespeitosa de todo e qualquer direito, de toda e qualquer lei que ainda possa vigorar em nosso “Estado de Direito”.
As políticas de “dor e sofrimento” implementadas pelos governos de Kassab e Alckmin – e pouco ou nada combatidas pela esfera federal – dizem respeito a todos os cidadãos e cidadãs, sejam usuários de drogas ou não, tenham sido despejados violentamente de suas casas ou não. Estão em jogo a capacidade de resolvermos nossos problemas através do diálogo, a implementação verdadeira da democracia, o direito à cidade e à políticas públicas efetivas, o respeito aos direitos humanos e à Constituição, o fim do aparelho repressivo implementado na ditadura militar que deveria ter acabado em 1985.
Não é exagero dizer que, com estes governantes, são nossas vidas que estão em jogo. Soluções só se materializam se os problemas estruturais – da desigualdade, do controle da política por parte das corporações, da falta de democracia real – forem enfrentados.

Quarta-feira, dia 25, na Praça da Sé, mais de 60 grupos, entidades e movimentos sociais dirão um imenso NÃO à criminalização da população pobre e à militarização de São Paulo e um SIM à implementação de políticas de saúde, moradia, educação, cultura e emprego que respeitem os direitos humanos e a dignidade das pessoas. Nos juntamos também à exigência de suspensão imediata da desocupação do Pinheirinho, com retorno das famílias às suas casas na área anteriormente ocupada.

Concentração a partir das 8h, na Praça da Sé.
Grande ato ESPECULAÇÃO EXTERMINA: BASTA DE TREVAS NA LUZ E EM SÃO PAULO!

Caminhada rumo ao Pátio do Colégio, onde o prefeito e o governador estarão, por volta das 10h.

Entrega ao prefeito do Diploma de Pior Prefeito da Cidade de São Paulo.


Atividades culturais na  região Luz no período da tarde (a partir das 13h30), entre as Ruas Dino Bueno e Helvétia.



domingo, 15 de janeiro de 2012

CHEGA DE DOR E SOFRIMENTO NA LUZ



Entidades, movimentos, moradores, mandatos parlamentares, profissionais de saúde, igrejas, defensoria pública, conselhos de juventude, criança e adolescente, estão denunciando as ações truculentas do Governo do Estado e Prefeitura de São Paulo na região dos bairros da Luz e Santa Ifigênia, chamada de cracolândia.

Esta articulação pede o fim da ação dos governos estadual e municipal denominada  "Sufoco - Dor e Sofrimento",  fim das torturas impostas as pessoas que vivem nas ruas nesta região e que precisam de cuidados e serviços públicos, articulados e planejados, visando resolver o problema e garantindo respeito e dignidade a toda e qualquer pessoa, esteja ela em situação de rua ou usuária de drogas.



Manifesto

"Desde o dia 3 de janeiro, a região da Luz no centro de São Paulo, conhecida como “cracolândia”, vem sendo palco de uma ostensiva ocupação militar com quase 300 PMs, dos quais 152 são da Rota (tropa de elite), 12 bombeiros, helicóptero, 117 carros, 26 motos, 12 cães farejadores e 40 cavalos. O aparato de guerra tem abertamente o intuito de reprimir uma população pobre, em parte consumidora de crack, majoritariamente formada por moradores de rua ou pessoas em situação de rua.
A “guerra às drogas”, ou nesse caso mais especificamente a “guerra ao crack” – como se fosse possível guerrear contra uma substância e não contra pessoas – tem servido como pretexto para os governos estadual de Geraldo Alckmin (PSDB) e municipal de Gilberto Kassab (PSD) implementarem o processo violento de higienização e criminalização da pobreza. A denominada Ação Integrada Centro Legal, ou “Operação Sufoco”, orquestrada pela prefeitura com o governo do estado, já conta com inúmeras denúncias de abuso de autoridade, racismo, violação de direitos humanos e tortura, e infelizmente ainda não foi questionada com veemência pelo governo federal.
Se a operação militar por si só já é motivo para rechaço e indignação, por militarizar seletivamente questões sociais e de saúde, os interesses por trás de sua sustentação são capazes de piorar ainda mais o quadro. Pouco importa o que será dos que ali vivem ou frequentam. Se existisse essa preocupação a abordagem não só não seria policial e violenta, mas por meio de assistentes sociais e agentes de saúde, como não poderia trazer como resultado a total dispersão daqueles a quem supostamente se quereria alcançar. Se as autoridades afirmam que o crack é questão de saúde pública, a prática evidencia o contrário. Se publicamente alegam que a ação é para combater o tráfico, fica visível que a repressão está voltada para o usuário, atingindo no máximo o que se chama de “peixe pequeno” (vide a apreensão de apenas meio quilo de crack), aquele que em grande maioria recorre ao comércio ilegal para sustentar seu próprio consumo, e está longe do estereótipo perigoso que a polícia usa para justificar sua violência.
A política de causar “dor e sofrimento”, nas palavras do próprio coordenador de Políticas sobre Drogas do governo, Luiz Alberto Chaves de Oliveira, tem o claro objetivo de “limpar” aquelas pessoas dali de modo a abrir espaço para a implementação do projeto Nova Luz, que prevê a demolição de um terço das construções da região para a reconstrução e valorização do espaço com vistas ao lucro da especulação imobiliária – financiadora esta dos políticos que ocupam o poder.
A internação compulsória – dispositivo no qual pessoas em condição de consumo de crack são internadas à força sob ordem judicial em clínicas sem a menor regulamentação ou qualidade – tampouco tem como objetivo o cuidado com as pessoas, já que pesquisas patrocinadas pela ONU como apresentou o PROAD (Programa de Orientação e Atendimento a Dependentes) indicam que a eficácia de internações contra a vontade é de apenas 2%. Legitimadas pela demonização do crack e por um imaginário social mais baseado em medo do que em informações (estimuladas pela grande mídia e pelos discursos de nossos políticos), medidas de terrorismo de Estado como essa vêm se tornando mais frequentes, não por acaso à medida em que se aproximam a Copa do Mundo e as Olimpíadas no Brasil.
O crack na região da Luz aparece como o sintoma de um problema infinitamente maior. O consumo abusivo desta droga nestes contextos não é a causa, mas sim a consequência de falta de moradia, emprego, saúde, educação, enfim, condições dignas de vida às quais todos temos direito.
Nesse sentido, nos articulamos no intuito de denunciar e enfrentar a ação militar impetrada por nossos governantes, e reivindicar condições dignas a todos aqueles que estão marginalizados de seus direitos mínimos. No caso do uso problemático do crack ou qualquer outra droga, defendemos um tratamento de saúde que tenha como base a autonomia e o respeito ao indivíduo, com o fortalecimento e ampliação da rede inter-setorial de atenção psicossocial.
Janeiro de 2012."
O Churrasco Comunitário Luz Livre reuniu milhares de pessoas nas ruas Helvétia e Dino Bueno, no bairro da Luz, no sábado dia 14 de janeiro de 2012, em protesto contra a Operação "Dor e Sofrimento" dos governos estadual e municipal de SP.

Veja os link's:











Assinam o Manifesto:


Ação dos Cristãos para a Abolição da Tortura (ACAT-Brasil)
Ação da Cidadania SP
Ação da Cidadania, Contra a Fome, Miséria e pela Vida – SP
Ação e Cidadania Planeta 21
Amparar – Associação de Amigos e Familiares de Presos
ANEL – Assembléia Nacional dos Estudantes Livres
Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasmesp)
Associação de Moradores e amigos da Santa Ifgênia e Luz (AMOALUZ)
Associação Pró Falsêmicos (Aprofe)
Associação Sem Teto da cidade de São Paulo (ASTC-SP)
Associação Vida em Ação
Avoa núcleo artístico
Barricadas Abrem Caminhos
Bloco do Saci do Bixiga
Brava Cia de Teatro
Buraco D´oráculo
Campo Debate Socialista
Cedeca Interlagos
Central de Movimentos Populares (CMP)
Centro de Convivência É de Lei
Centro Franciscano Chá do Padre (Sefras)
Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos
Cia Antropofágica de Teatro
Cia do Latão
Cia Estável de Teatro
Cia Ocamorana de Teatro
Cia Parlendas de Teatro
Cia São Jorge de Variedades
Ciranda Internacional de Comunicação Compartilhada
Circulo Palmarino
Coletivo Desentorpecendo A Razão (DAR)
Comitê para a Democratização da Informática – SP
Comitê Paulista pela Memória, Verdade e Justiça
Cooperativa Paulista de Teatro
Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CONDEPE-SP)
Conselho Regional de Psicologia (CRP) de São Paulo
Conselho Regional de Serviço Social do Estado de São Paulo
Contraponto
CSP – Conlutas
Dolores Bocaaberta Mecatrônica
Estudo de Cena
Espaço Cultural Latino-americano (ECLA)
Folias D´ Arte – Grupo de teatro
Fórum Popular de Saúde Mental da Região do ABCDMRR
Forum Regional de Defesa do Direito da Criança e do Adolescente – Sé
Frente Estadual Antimanicomial de São Paulo
Fórum Centro Vivo
Fórum da Esquerda
Fórum de Juventudes RJ
Forum Regional de Defesa do Direito da Criança e do Adolescente – Sé
Frente de Luta por Moradia (FLM)
Grupo de Estudos Pandiá Calógeras (GEPC)
Grupo de Luta pela Diversidade Sexual
Instituto Cultural Lyndolpho Silva (ICLS)
Instituto Práxis de Direitos Humanos
Juventude Libre
Kiwi Cia de Teatro
Mandato Deputado Estadual Adriano Diogo (PT)
Mandato Deputado Estadual Carlos Giannazi (PSOL)
Mandato Deputado Federal Ivan Valente (PSOL)
Mandato Vereador Carlos Neder (PT)
Mandato Vereador Ítalo Cardoso (PT)
Mandato Vereadora Juliana Cardoso (PT)
Marcha da Maconha – SP
Marcha da Maconha – Recife
Marcha Mundial das Mulheres
Militância em Ambientes Virtuais do PT – (MAVPTSP)
Movimento Água Branca
Movimento de Moradia da Região Central – MMRC
Movimento de Teatro de Rua
Movimento dos Trabalhadores de Teatro
Movimento dos Sem Juízo
Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH)
Movimento Nacional de Luta Antimanicomial
Movimento Nacional do Povo de Rua
Movimento Negro Unificado – MNU
Movimento ParaTodos São Paulo
Movimento Passe Livre – MPL-SP
Movimento Sem Teto do Centro (MSTC)
NEILS (Núcleo de Estudos  de Ideologias e Lutas Sociais (PUC)
Núcleo de Direito à Cidade da Faculdade de Direito da USP
Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre Psicoativos (NEIP)
Núcleo Pavanelli de Teatro de Rua e Circo
Ocupa Sampa
Partido Comunista Brasileiro – PCB
Pró Centro – Sustentável
Promotora Legal Popular
PSOL-SP
PSTU
Rede 2 de Outubro
Rede de Juventudes de Favela – RJ
Rede Estadual de Saúde Mental e Economia Solidária
Rede Internúcleos da Luta Antimanicomial – SP
Roda do Fomento
Setorial de Direitos Humanos do PSOL
Sindicato dos Guardas Civis de São Paulo – Sindguardas
Sindicato dos Metroviários de SP
Sindicato dos Trabalhadores da Saude do Estado de São Paulo – SindSAÚDE
Tribunal Popular – O Estado no banco dos réus
Trupe Olho da Rua – Santos – SP
UneAfro
União da Juventude Comunista – SP
União de Movimentos de Moradia – UMM-SP
Unidos Pra Lutar!

domingo, 25 de dezembro de 2011

2012

Com o cartão elaborado pelo "Piolho da Santa"  deixamos aqui os nossos desejos de que nossas lutas cidadãs tenham sucesso em 2012, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e felicidade de quem vive e trabalha na cidade de São Paulo.